Muitos são os portugueses que ao longo do tempo têm deixado o país para procurar melhores condições de trabalho e uma melhor qualidade de vida no estrangeiro. França, Suíça, Alemanha, Estados Unidos e Luxemburgo são alguns dos destinos mais escolhidos pelos portugueses na hora de dar um novo rumo à sua vida. Os salários são mais elevados e, na altura de se reformarem, muitos emigrantes regressam a Portugal.
O Contacto, um órgão de comunicação social escrito em língua portuguesa e dedicado aos emigrantes no Luxemburgo, fez cálculos para perceber quanto é que, em média, o Grão-Ducado paga aos portugueses que ali trabalharam e regressaram ao país de origem depois de se reformarem.
Reformados portugueses que trabalharam no Luxemburgo recebem uma pensão de 995€
No entanto, em primeiro lugar, importa salientar que há de momento mais de 20.000 reformados portugueses a receber pensões do Luxemburgo, 6.633 dos quais voltaram a Portugal. Segundo a mesma fonte, cada um dos reformados que voltou para Portugal recebe cerca de 995 euros por mês de pensão.
Relacionados: Fique a conhecer o novo prazo de validade do passaporte português
Ao todo, o Luxemburgo pagou um total de 165.554 pensões de velhice em dezembro de 2024, num montante global de 443,5 milhões de euros.
Embora em 2024 a pensão mínima mensal para 40 anos de quotizações no Luxemburgo estivesse fixada nos 2.244,82 euros, o valor médio da reforma dos portugueses que trabalharam no Luxemburgo é bem menor, uma vez que uma grande maioria dos portugueses está a receber a chamada pensão migratória.
Muitos portugueses recebem uma pensão migratória
Uma grande parte dos portugueses que viveu no Luxemburgo e regressou agora a Portugal recebe uma pensão migratória, uma vez que estes trabalharam não só no Grão-Ducado, mas também noutros países. Quer isto dizer que as suas pensões são repartidas entre os diferentes sistemas de Segurança Social. Assim sendo, note que os valores pagos pelo Luxemburgo correspondem apenas ao período em que os trabalhadores fizeram descontos para a Segurança Social do país.
Leia também: Adeus carta de condução? Saiba qual é a idade máxima para continuar a conduzir
















