O prazo para pedir e utilizar o cheque-livro de 30 euros destinado a jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 e 2008 terminou a 31 de agosto. Nesta segunda edição do programa foram emitidos 52.448 vouchers, dos quais 45.075 chegaram a ser utilizados, ficando agora por saber se haverá uma nova edição.
Segundo o portal Gov.pt, o cheque tinha de ser pedido e utilizado até ao final de agosto. Isto significa que não ficaram de fora apenas os jovens que não emitiram o voucher: quem o pediu mas não o utilizou dentro do prazo também deixou de poder beneficiar dos 30 euros nesta edição.
Os vouchers estiveram disponíveis desde 2 de janeiro para jovens residentes em Portugal nascidos em 2007 e 2008 que reunissem as condições definidas pelo programa. Ao todo, estavam abrangidos 207.086 potenciais beneficiários.
Mais vouchers utilizados nesta edição
De acordo com dados do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, citados pela agência de notícias Lusa, a segunda edição terminou com 52.448 vouchers emitidos e 45.075 utilizados. A taxa de utilização foi de 85,9%, considerando apenas os vouchers que chegaram a ser emitidos. Quando a comparação é feita com o universo total de 207.086 potenciais beneficiários, cerca de 25,3% emitiram o cheque e aproximadamente 21,8% chegaram efetivamente a utilizá-lo.
Em comparação com a primeira edição, foram emitidos mais 4.797 vouchers, correspondentes a um crescimento de 10,1%. O número de vouchers utilizados aumentou em 5.805, uma subida de 14,8%. A primeira edição do cheque-livro decorreu entre 4 de novembro de 2024 e 15 de julho de 2025 e destinou-se a jovens nascidos em 2005 e 2006.
Segundo o balanço divulgado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, foram emitidos 47.651 cheques-livro, dos quais 39.270 foram utilizados. Isto significa que 82,4% dos vouchers emitidos chegaram a ser usados. O universo potencial rondava os 220.000 jovens. Assim, cerca de 21,6% dos elegíveis emitiram o cheque e aproximadamente 17,9% chegaram a utilizá-lo. A segunda edição conseguiu, portanto, aumentar o número de vouchers emitidos e utilizados, bem como a proporção de cheques emitidos que foram efetivamente descontados.
Apoio tinha um valor de 30 euros
Cada voucher disponibilizado nesta segunda edição tinha o valor de 30 euros e podia ser utilizado numa única compra de livros elegíveis numa livraria física aderente. Segundo a informação oficial do programa, não estavam abrangidos livros escolares, dicionários, livros de apoio ao estudo ou obras não editadas em Portugal.
Dos 52.448 vouchers emitidos, 45.075 foram utilizados antes do encerramento do programa. Ficaram, assim, por usar 7.373 cheques, cerca de 14,1% dos emitidos. Apesar da evolução registada na utilização, a rede de estabelecimentos aderentes diminuiu. Na primeira edição participaram 128 livrarias, num total de 306 lojas. Na segunda foram contabilizadas 95 livrarias e 299 lojas em todo o país. Ainda assim, a taxa de utilização dos vouchers emitidos aumentou de 82,4% para 85,9%.
Ainda não há garantia de uma nova edição
A continuidade do cheque-livro ainda não está decidida. O Despacho n.º 8233/2026, que prolongou a segunda edição até 31 de agosto, determina que a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas apresente à tutela o relatório final até 31 de outubro. Segundo o Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, “a continuidade do programa será ponderada após a análise de todos os resultados apurados”.
Por enquanto, não foi anunciada qualquer reabertura do prazo para os jovens nascidos em 2007 e 2008 que não pediram ou não utilizaram o voucher até 31 de agosto.
Mesmo que venha a ser aprovada uma nova edição, também não está confirmado que estes mesmos jovens voltem a ser abrangidos. O público beneficiário, o valor e os prazos dependerão das regras que vierem a ser definidas pelo Governo.















