A combinação de salário com recibos verdes é cada vez mais frequente, mas também pode trazer armadilhas no momento de entregar o IRS, sobretudo quando o contribuinte assume que o processo é semelhante ao de uma declaração simples.
De acordo com o Ekonomista, muitos contribuintes cometem erros ao declarar rendimentos de diferentes categorias, o que pode resultar num cálculo incorreto do imposto e, em alguns casos, levar a pagar mais do que o necessário.
Segundo a mesma fonte, a complexidade surge porque os rendimentos de trabalho dependente e independente obedecem a regras distintas, embora acabem por ser somados no cálculo final.
O erro mais comum está na forma como declara os rendimentos
Quando se acumulam rendimentos de Categoria A e Categoria B, é essencial incluir todos os anexos necessários, mas também perceber como esses valores influenciam o escalão de IRS.
O erro mais frequente acontece quando o contribuinte aceita a declaração automática sem verificar se os rendimentos de recibos verdes foram corretamente incluídos, ou quando preenche o Anexo B sem atenção aos campos essenciais.
Ao mesmo tempo, há quem não compreenda que todos os rendimentos são somados para efeitos de cálculo, o que pode empurrar o contribuinte para um escalão superior e aumentar o imposto a pagar.
Regime escolhido pode fazer diferença no valor final
Outro ponto crítico está na escolha do regime de tributação para os rendimentos de recibos verdes, já que essa decisão tem impacto direto no valor sujeito a imposto.
No regime simplificado, apenas uma parte dos rendimentos é considerada tributável, sendo aplicado um coeficiente que, no caso de prestação de serviços, corresponde a 75%.
Ainda assim, há situações em que a contabilidade organizada pode ser mais vantajosa, sobretudo quando existem despesas profissionais elevadas, embora isso implique maior complexidade.
Retenções e simulações são muitas vezes ignoradas
Muitos contribuintes esquecem-se de declarar corretamente as retenções na fonte associadas aos recibos verdes, o que pode distorcer o acerto final do imposto.
Além disso, não realizar simulações antes de submeter a declaração é outro erro comum, já que impede perceber qual o impacto real das escolhas feitas.
Simular diferentes cenários, incluindo a tributação conjunta ou separada, pode revelar diferenças significativas no valor final.
Pequenos detalhes podem ter grande impacto
Erros aparentemente simples, como omitir recibos de baixo valor ou usar coeficientes errados, podem alterar o resultado final do IRS.
Também é frequente não confirmar os dados pré-preenchidos ou não rever as deduções à coleta, o que pode levar a pagar mais imposto do que seria necessário. Por isso, e embora o processo possa parecer complexo, a atenção aos detalhes faz toda a diferença.
Pagar mais do que devia pode ser evitado
Ao compreender como os rendimentos são combinados e ao preencher corretamente os anexos, é possível evitar erros que resultam em pagamentos excessivos.
Além disso, a verificação de todos os dados e a utilização das ferramentas de simulação disponíveis permitem ajustar a declaração antes da submissão.
No final, e apesar de muitos contribuintes não se aperceberem, há um erro comum que pode estar a custar dinheiro todos os anos, sendo possível evitá-lo com alguns cuidados simples, de acordo com o Ekonomista.
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