O Ministério Público pediu esta quarta-feira a condenação do ex-presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, a uma pena de prisão suspensa de, pelo menos, três anos e nove meses, no âmbito do processo conhecido como “Saco Azul”.
Nas alegações finais do julgamento, que decorre em Lisboa, a procuradora do Ministério Público defendeu igualmente a aplicação da mesma pena ao antigo diretor executivo (CEO) do clube, Domingos Soares de Oliveira, e ao ex-diretor financeiro do Benfica, Miguel Moreira.
Em causa estão crimes de fraude fiscal qualificada e de falsificação de documentos, no âmbito de um alegado esquema que terá sido montado pelos arguidos com recurso a contratos fictícios de consultadoria informática. Segundo a acusação, através deste mecanismo terão sido retirados do Sport Lisboa e Benfica mais de 1,8 milhões de euros, que depois terão, em grande parte, regressado ao clube em numerário.
O processo “Saco Azul” envolve factos ocorridos durante a anterior liderança de Luís Filipe Vieira à frente do clube da Luz e tem vindo a ser acompanhado com atenção pelo meio desportivo e judicial, dada a relevância dos arguidos e os valores financeiros em causa.
















