A Biblioteca Universitária e o Centro de Conhecimento da Universidade de Pannonia, em Veszprém, na Hungria, acolheram uma cerimónia especial, durante a qual foi inaugurada uma placa comemorativa em homenagem ao professor Gyula Paczolay, falecido a 26 de maio de 2025.
O engenheiro químico e investigador de provérbios de renome internacional – que foi aluno do primeiro ano da Universidade da Indústria Química de Veszprém, fundada em 1949, e mais tarde professor – deixou à instituição um legado inigualável de livros, composto por vários milhares de volumes.

“Hoje lembramos um homem cuja mente brilhante uniu dois pontos aparentemente distantes do conhecimento humano: a precisão da ciência exata e a riqueza da tradição oral”, começou por
dizer o professor Rui Soares em sua homenagem.
O presidente da Associação Internacional de Paremiologia (AIP-IAP), com sede em Tavira, Portugal, afirmou: “Gyula Paczolay era um homem de visão ampla. Como engenheiro químico e cientista, compreendia as leis que regem a matéria, mas na paremiologia, no estudo dos provérbios, revelou ao mundo sua profunda sensibilidade para com a alma humana. Ele sabia que os elementos químicos estão interligados e que as culturas também se cruzam em verdades universais que as pessoas transmitem de geração em geração”.

Há um provérbio que diz: “A ciência é uma árvore que dá frutos eternos”. Gyula plantou e cuidou dessa árvore”, concluiu.
O reitor, Dr. János Abonyi, partilhou com a plateia uma memória pessoal dos seus tempos de estudante. “Quando éramos estudantes, frequentemente o víamos trabalhando na biblioteca. E o que víamos? Montanhas de livros. Ficheiros, anotações manuscritas, pequenos pedaços de papel recortados, organizados, colados, corrigidos e reorganizados. Víamos paciência. Víamos disciplina. Profunda concentração. Mas devo dizer honestamente: naquela época, não entendíamos completamente o que víamos”.

“O Dr. Paczolay era professor associado de físico-química e, além da carreira académica, dedicou a sua vida aos provérbios. O que é particularmente notável é que grande parte desse trabalho começou como o que ele próprio chamava de hobby – sem apoio institucional real, mas com enorme empenho pessoal”, enalteceu.
Segundo o reitor, para o professor Paczolay, os provérbios eram uma ponte entre línguas, culturas e pessoas.

Na cerimónia, a Dr.ª Katalin Urbán, diretora-geral da Biblioteca Universitária e Centro de Conhecimento da Universidade de Pannonia, relembrou a vida extremamente rica do professor Gyula Paczolay e, após a inauguração da placa comemorativa, os convidados puderam ver a pequena coleção de livros reunida a partir de seu legado.
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