Um imigrante português nos Estados Unidos ganhou um jackpot de quase 22 milhões de euros na lotaria, mas acabou envolvido numa batalha judicial com antigos colegas de trabalho. Em causa estava uma aposta feita em grupo, durante anos, por trabalhadores da construção civil em Nova Jérsia, que tinham combinado dividir eventuais prémios.
De acordo com o Correio da Manhã, Americo Lopes comprava semanalmente bilhetes de lotaria com um grupo de cinco colegas. Quando o prémio saiu, em 2009, o português não terá revelado de imediato a vitória aos restantes elementos do grupo. Em vez disso, alegou que precisava de se afastar do trabalho para fazer uma cirurgia ao pé e ficou inicialmente com o dinheiro.
Colegas descobriram jackpot um ano depois
A situação só foi descoberta cerca de um ano mais tarde. Segundo o Correio da Manhã, os antigos colegas de Americo Lopes avançaram para tribunal em 2010, alegando que existia um compromisso entre todos para dividir os prémios das apostas feitas em conjunto.
No processo, Lopes defendeu que o bilhete premiado tinha sido comprado com dinheiro próprio e que, por isso, o jackpot não pertencia ao grupo. Os colegas sustentaram o contrário, afirmando que a aposta fazia parte do acordo que mantinham há vários anos.
O caso acabou por ser decidido a favor dos antigos companheiros de trabalho. O tribunal determinou que o prémio teria de ser dividido entre todos os membros do grupo, ficando cada um responsável pelos respetivos impostos.
Prémio teve de ser dividido
A decisão reduziu o valor que Americo Lopes poderia manter para si, mas não lhe retirou por completo o estatuto de milionário. Ainda assim, a fortuna individual ficou abaixo do montante inicialmente recebido.
Para os colegas, o desfecho justificou a batalha legal. O caso tornou-se conhecido precisamente pelo contraste entre a sorte de ganhar um jackpot milionário e a disputa que se seguiu em torno de uma aposta partilhada entre trabalhadores.
A história serve também como exemplo dos riscos associados a acordos informais em apostas de grupo. Quando há prémios elevados em causa, a ausência de regras escritas pode transformar uma vitória inesperada num conflito judicial prolongado.
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