O mercado da habitação em Portugal continua a apresentar variações significativas nos preços, refletindo diferenças marcadas entre regiões e ilhas. Durante os últimos meses, várias cidades e distritos registaram aumentos consideráveis, mantendo o interesse de investidores e compradores, ao mesmo tempo que evidenciam as disparidades existentes no país. Lisboa continua a ser a cidade mais cara do país para comprar casa, mas a cidade que fica em segundo lugar da tabela pode surpreender.
De acordo com o jornal Diário de Notícias, o Funchal destaca-se como a segunda cidade mais cara para comprar casa em Portugal, apenas atrás de Lisboa. Segundo a mesma fonte, os preços na Madeira subiram 15% em outubro deste ano, enquanto no Porto Santo a valorização atingiu 29,9%. Acrescenta a publicação que, a nível nacional, a média de aumento foi de 8,7% face ao mesmo mês de 2024, com o valor mediano de compra a situar-se nos 2.970 euros por metro quadrado, e a variação trimestral a nível nacional foi de 1,5%.
Capitais e ilhas com maior valorização
Refere a mesma fonte que todas as capitais de distrito e regiões autónomas analisadas registaram aumentos em outubro. Beja liderou com 30,6%, seguida de Santarém (27,8%) e Portalegre (24,1%). Seguem-se Guarda (21,0%), Setúbal (19,2%), Ponta Delgada (12,6%) e Funchal (12,2%). Cidades, como Évora, Viana do Castelo, Coimbra e Braga registaram subidas entre 10% e 12%, enquanto Bragança apresentou uma descida de 3,2%.
Segundo o Diário de Notícias, Lisboa mantém-se como a cidade mais cara do país, com 5.886 euros por metro quadrado, seguida do Funchal (3.907 euros/m²) e do Porto (3.844 euros/m²). Faro surge em quarto lugar, com 3.370 euros/m². Acrescenta a publicação que Setúbal, Aveiro, Évora e Ponta Delgada apresentam valores médios entre 2.364 e 2.964 euros/m², completando o ranking das cidades com preços mais elevados.
Diferenças por distritos e regiões autónomas
Explica o jornal que, na análise por distritos e ilhas, os maiores aumentos ocorreram no Porto Santo (29,9%), na Terceira (21,5%), em São Miguel (20,5%) e em São Jorge (20,2%). Refere a mesma fonte que Santarém (19,6%), Setúbal (18,5%), Pico (17,3%) e Beja (16,1%) também registaram subidas acima da média. Conforme a mesma fonte, os preços mais baixos mantêm-se em Viseu (1.252 euros/m²), Vila Real (1.088 euros/m²), Castelo Branco (995 euros/m²) e Guarda (812 euros/m²).
Em termos de valor por metro quadrado, o distrito de Lisboa continua a liderar com 4.487 euros/m², seguida de Faro (3.849 euros/m²), ilha da Madeira (3.693 euros/m²) e Porto Santo (3.226 euros/m²). Acrescenta a publicação que Setúbal, Porto, São Miguel, Aveiro e Leiria completam a lista das áreas mais valorizadas.
Valorização das ilhas
Nos últimos 12 meses, os preços das casas aumentaram em todas as regiões do país. A Região Autónoma dos Açores registou a maior variação anual (20,8%), seguida pelo Alentejo (18,7%), Madeira (15,6%), Centro (11,0%), Área Metropolitana de Lisboa (9,6%), Algarve (9,3%) e Norte (6,5%).
O panorama evidencia a forte valorização de algumas regiões e ilhas, com Funchal a superar Porto e Faro e a consolidar a tendência de aumento de preços no mercado imobiliário português.
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