Portugal está praticamente fora do alcance dos drones russos Geran-2, segundo dados da Inteligência de Defesa da Ucrânia. No entanto, algumas localidades de Bragança ficam na fronteira desse limite e poderiam ainda ser afetadas indiretamente.
O alcance das aeronaves não tripuladas
A guerra na Ucrânia trouxe novas preocupações para a Europa quanto ao uso de drones de longo alcance. Os modelos Geran-2, utilizados pela Rússia, têm capacidade para percorrer entre 1.800 e 2.500 quilómetros, de acordo com informações do jornal ucraniano RBC, citadas pelo portal de notícias Zap.aeiou.
Quando lançados de pontos estratégicos como Kaliningrado ou da Bielorrússia, o alcance máximo permite que atinjam várias capitais europeias. Ainda assim, o território português encontra-se protegido pela distância. Apenas a região de Bragança, na extremidade nordeste do país, poderia sentir repercussões, ficando praticamente na linha limite desses cálculos.
Numa situação de ataque, a maioria das cidades portuguesas estaria a salvo. No entanto, zonas rurais de Trás-os-Montes poderiam ouvir explosões ou sofrer impactos indiretos se os drones chegassem ao extremo da sua autonomia.
Capitais europeias dentro da linha de fogo
Madrid encontra-se claramente dentro do raio de alcance, ao contrário de Lisboa. A partir dos mesmos pontos de lançamento, também Londres, Paris e Roma são alvos possíveis se for atingida a distância máxima de 2.500 quilómetros.
França ficaria, em grande parte, dentro da zona de risco, assim como áreas significativas de Itália. O Reino Unido também surge como vulnerável, especialmente a sua capital, segundo a mesma fonte.
No caso da Península Ibérica, a situação divide-se: enquanto o norte de Espanha e Madrid podem ser visados, o sul do país permanece fora do alcance. A Galiza, pela proximidade, seria uma das regiões mais expostas a este tipo de ameaça.
A desvantagem da defesa
De acordo com a fonte acima citada, os drones russos representam um desafio acrescido devido ao seu baixo custo de produção. As defesas disponíveis nos países europeus são centenas de vezes mais caras, o que pode tornar a equação desfavorável para os aliados da NATO.
Esta diferença levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da resposta militar, obrigando a reavaliar estratégias de defesa. A proliferação destes drones torna-se, assim, uma ameaça difícil de neutralizar em larga escala.
Para já, a aposta tem sido reforçar a cooperação e a vigilância aérea entre os Estados-membros, procurando reduzir ao mínimo a margem de manobra da Rússia.
Portugal protegido, mas não imune
Apesar da vantagem geográfica, nenhum território está completamente livre de riscos, segundo aponta a Zap.aeiou. Bragança, pela sua localização no extremo nordeste, é o exemplo de como até áreas portuguesas podem ser indiretamente afetadas.
Lisboa, Porto e Faro ficam fora da equação, mas a proximidade das fronteiras espanholas levanta dúvidas sobre a perceção de segurança total. Um ataque em Madrid ou na Galiza poderia ter repercussões imediatas em municípios portugueses próximos.
Ainda que a probabilidade seja baixa, a situação mostra como o conflito pode, em determinadas circunstâncias, ter reflexos mesmo em países aparentemente afastados.
Leia também: Adeus Netflix: conheça a nova plataforma gratuita em Portugal ‘cheia’ de séries
















