Um idoso de 84 anos foi obrigado a levantar 2.700 euros após ser convencido de que tinha provocado danos num automóvel, num acidente que não ocorreu. O caso terminou com a detenção, em flagrante, de um jovem de 24 anos, que tentou sair de uma instituição bancária nos Olivais com o dinheiro alegadamente extorquido. De acordo com o jornal Correio da Manhã, a Polícia de Segurança Pública confirmou que o suspeito está indiciado por um crime de burla.
Segundo o jornal, o episódio começou na manhã de sábado, 8 de novembro, quando o indivíduo, acompanhado de outro homem, terá encenado um embate entre o seu veículo e o do idoso. Escreve a mesma fonte que, após a simulação, os dois homens seguiram a vítima até junto da sua residência, insistindo que o idoso assumisse a responsabilidade pelos danos apresentados.
A pressão exercida sobre a vítima levou a que fosse forçado a deslocar-se a um banco para levantar o valor pedido pelos suspeitos. A PSP foi entretanto alertada para a ocorrência e intercetou o jovem no exterior da instituição, ainda na companhia do idoso e com 2.703,25 euros em notas e moedas.
Método que se repete em vários pontos do país
A publicação acrescenta que não são ainda conhecidas as medidas de coação aplicadas ao detido, nem se o montante recuperado foi devolvido à vítima. O caso insere-se num padrão mais amplo de burlas relacionadas com falsas colisões, que têm sido repetidamente assinaladas pelas autoridades.
De acordo com a SIC Notícias, a Guarda Nacional Republicana (GNR) tem alertado para esta forma de burla, que consiste em acusar injustamente um condutor de provocar danos durante supostas manobras de estacionamento. Os burlões recorrem frequentemente a pressão direta para exigir pagamentos imediatos, aproveitando-se da hesitação das vítimas.
Como atuam os burlões e o que deve ser feito
Segundo a GNR, quando confrontados com a hipótese de intervenção policial, os autores destas falsas acusações tendem a aceitar qualquer quantia disponível, encerrando rapidamente a situação. A polícia sublinha que, em circunstância alguma, deve ser efetuado qualquer pagamento antes da chegada das autoridades.
Perante um cenário suspeito, a recomendação é contactar de imediato o número de emergência 112 e recolher dados relevantes da viatura envolvida, como matrícula, marca, modelo e cor, informações consideradas essenciais para identificar os suspeitos.
Alertas que pretendem travar novas ocorrências
De salientar que a GNR reforça que a colaboração de quem presencia ou vive estas situações é determinante para combater este tipo de crime. A autoridade apela ainda à partilha desta informação entre condutores, familiares e amigos, com o propósito de reduzir a vulnerabilidade a esquemas semelhantes.
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