A Força Aérea Portuguesa realizou três operações de busca e salvamento ao largo dos Açores em menos de 24 horas, numa sequência invulgar de missões que mobilizou meios aéreos e equipas de emergência. De acordo com a agência de notícias Lusa, os resgates aconteceram entre sexta-feira e sábado e envolveram tripulantes de três navios mercantes em diferentes pontos do Atlântico.
A primeira operação arrancou ao final do dia 19 de junho, quando um helicóptero EH-101 Merlin da Esquadra 752, estacionado na Base Aérea n.º 4, nas Lajes, foi chamado para socorrer um tripulante de 26 anos que seguia a bordo do navio “Sigma Triumph”, a cerca de 950 quilómetros da ilha Terceira.
Operação a quase 1.000 quilómetros
A distância obrigou a um reforço imediato. Segundo a mesma fonte, foi também ativado um avião C-295M da Esquadra 502, conhecida como “Elefantes”, para dar apoio e garantir maior segurança durante a missão.
Depois da recuperação do doente, o helicóptero regressou à Base das Lajes e o paciente foi transportado para o Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, onde recebeu assistência médica.
Novo alerta poucas horas depois
Menos de 24 horas depois, já na tarde de sábado, a mesma tripulação voltou a ser chamada para outra emergência. Desta vez, o pedido partiu do navio mercante “Monte Brasil”, onde seguia um homem de 40 anos que necessitava de evacuação médica.
A operação foi concluída com sucesso e o tripulante acabou encaminhado para o Hospital do Divino Espírito Santo, em São Miguel. A missão ainda decorria quando surgiu um terceiro alerta.
Sem regressar à base, seguiu outra missão
Enquanto terminava o segundo salvamento, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento das Lajes recebeu um novo pedido vindo do Centro de Coordenação Marítima de Ponta Delgada. Havia outro tripulante em dificuldades a bordo do navio “Kenya B”.
A agência noticiosa refere que o homem, de 27 anos, se encontrava a cerca de 420 quilómetros da costa, o que obrigou a nova mobilização do helicóptero e, outra vez, do avião C-295M para apoio à missão.
Mais de nove horas no ar
A terceira operação terminou com o transporte do paciente para a ilha Terceira, onde recebeu cuidados médicos. No total, as três intervenções somaram quase uma jornada completa no ar para os meios da Força Aérea.
Segundo a Lusa, o EH-101 Merlin acumulou cerca de nove horas e meia de voo, enquanto o C-295M, usado na primeira e terceira missões, realizou aproximadamente cinco horas.
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