Um voo comercial entre Espanha e o Reino Unido acabou por ser desviado para Portugal depois de uma emergência médica envolvendo um dos pilotos da aeronave. O avião da companhia aérea Jet2 aterrou de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, após um alegado ataque cardíaco sofrido pelo comandante durante o voo. De acordo com o jornal britânico The Sun, o incidente aconteceu quando a aeronave seguia de Tenerife para Birmingham com 220 passageiros a bordo.
A aterragem ocorreu durante a madrugada do dia 22 de maio, pelas 2:11 h, numa altura em que o avião voava a cerca de 30.000 pés de altitude. Segundo a mesma fonte, o segundo piloto assumiu o controlo da aeronave e conduziu a aterragem no aeroporto português.
Passageiros acordados durante a descida
Vários passageiros relataram momentos de confusão dentro da cabine durante a aproximação ao Porto. Escreve o jornal que algumas pessoas estavam a dormir quando foram surpreendidas pela movimentação da tripulação e pela descida rápida da aeronave.
“O meu companheiro e eu estávamos a dormir quando fomos acordados pelo caos”, contou um passageiro ao The Sun. Conforme a mesma fonte, as luzes da cabine começaram a piscar e as assistentes de bordo percorriam os corredores à procura de um médico entre os passageiros.
Pedido urgente de ajuda médica
Os testemunhos recolhidos pelo jornal britânico descrevem um ambiente de preocupação crescente no interior do avião. Refere a publicação que algumas comissárias de bordo estariam visivelmente emocionadas enquanto tentavam lidar com a situação na cabine de pilotagem.
Um dos passageiros relatou ainda que o filho de dois anos começou a chorar devido à descida rápida da aeronave, numa reação partilhada por outras crianças presentes no voo. Segundo a mesma fonte, o aparelho perdeu altitude de forma repentina antes da aterragem de emergência.
Primeiros socorros prestados no aeroporto
Após a aterragem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, os serviços de emergência deslocaram-se para a pista para prestar assistência. O piloto recebeu os primeiros cuidados ainda dentro da aeronave antes de ser transportado para o hospital.
O tabloide britânico divulgou também imagens dos meios de emergência posicionados junto ao avião. Acrescenta a publicação que o estado de saúde do piloto não foi posteriormente detalhado pela companhia aérea.
Passageiros ficaram retidos no Porto
Depois da aterragem, os 220 passageiros permaneceram no Porto durante cerca de 13 horas antes de seguirem viagem para o Reino Unido. Sabe-se ainda que o regresso foi assegurado através de um novo voo e com uma nova tripulação.
Alguns passageiros criticaram a forma como a situação foi gerida após o desembarque. Escreve o jornal que houve relatos de pessoas que se sentiram sem apoio logístico durante o período de espera no aeroporto português.
Queixas sobre falta de alojamento
“Ficámos retidos em Portugal durante mais de 13 horas, sem alojamento”, afirmou um dos passageiros citados pelo jornal britânico. Segundo a mesma fonte, os viajantes permaneceram inicialmente dentro do avião durante cerca de uma hora antes de poderem sair.
O mesmo passageiro afirmou que a companhia aérea não disponibilizou estadia temporária, alegando custos elevados associados ao alojamento dos passageiros. Acrescenta a publicação que várias pessoas acabaram por aguardar no aeroporto até à partida do novo voo.
Companhia confirmou problema de saúde
A Jet2 confirmou posteriormente que o voo foi desviado para o Porto devido ao facto de um dos pilotos não se sentir bem durante a viagem. De qualquer forma, a empresa não confirmou oficialmente o alegado ataque cardíaco referido pelos passageiros.
Um outro viajante contou ao The Sun que a companhia aérea terá informado os ocupantes de que o piloto sofreu “um ataque cardíaco na cabine”. Segundo a mesma fonte, muitos passageiros demonstraram preocupação e solidariedade perante a situação.
Alternativas oferecidas aos passageiros
Após o incidente, a companhia informou os passageiros de que poderiam alterar gratuitamente as viagens para outros voos operados pela Jet2. A possibilidade abrangia os 14 destinos da empresa no Reino Unido.
O episódio terminou sem registo de feridos entre os passageiros, mas deixou relatos de tensão vividos durante a descida inesperada e a aterragem de emergência em território português.















