Portugal registou um aumento significativo no salário médio líquido, mas nenhum grupo cresceu tanto como os militares. De acordo com o jornal Correio da Manhã, as Forças Armadas lideram a subida salarial no terceiro trimestre, aproximando-se dos 2.000 euros por mês, ao mesmo tempo que o rendimento médio dos trabalhadores por conta de outrem atingiu os 1.298 euros após um reforço de 8,71%.
Segundo a mesma fonte, o rendimento líquido dos militares subiu de forma destacada após medidas recentes de valorização de carreiras. O aumento médio nesta categoria foi de 22,69%, elevando o salário médio limpo de 1.622 euros para 1990 euros. Escreve o jornal que esta variação ultrapassou, com larga margem, a evolução das restantes profissões analisadas.
Esse crescimento expressivo contrasta com a progressão registada na média nacional. Acrescenta a publicação que os restantes trabalhadores por conta de outrem viram os seus vencimentos aumentar 104 euros face ao ano anterior, num contexto de maior dinamismo do mercado laboral.
Ritmo de subida e impacto da inflação
De salientar que o ritmo de subida salarial deste trimestre superou o observado nos meses anteriores. No período imediatamente precedente, o crescimento tinha ficado nos 7,3%.
Ao mesmo tempo, o efeito da inflação não anulou os ganhos reais: descontando a variação de preços, o aumento líquido efetivo foi de 8,5%, equivalente a 101,50 euros. Explica o jornal que o alívio do ritmo inflacionista ajudou a reforçar o poder de compra, apesar das diferenças entre profissões.
Entre as restantes categorias, os técnicos intermédios registaram um crescimento mais moderado. Os administrativos tiveram um reforço de 11,67% no salário mensal, resultando num total de 1.387 euros. Os trabalhadores ligados a atividades científicas e intelectuais viram um aumento inferior ao da média nacional, o que contrastou com o desempenho das Forças Armadas.
Diferenças entre profissões e valores absolutos
Os gestores de topo continuam a apresentar as maiores diferenças nominais. Escreve o Correio da Manhã que este grupo recebe mais 1.236 euros do que os trabalhadores não qualificados, situando o salário médio nos 3.683 euros.
Já o rendimento dos profissionais com baixos níveis de qualificação permaneceu bastante abaixo deste valor, apesar da evolução global positiva.
O salário médio líquido em Portugal avançou para os 1.298 euros. O conjunto dos dados mostra que a valorização do rendimento se distribui de modo desigual entre setores, mas confirma que os militares se destacaram com a maior variação, aproximando-se dos 2.000 euros mensais após descontos.
















