Um jovem de 26 anos está desaparecido desde sexta-feira, 28 de agosto, na Praia da Ursa, em Sintra, depois de ter entrado no mar e ficado em dificuldades na zona de rebentação. As buscas foram suspensas ao início da noite do último domingo, mas deverão continuar esta segunda-feira através do patrulhamento diário das autoridades.
O caso volta a colocar em evidência as condições de segurança daquela praia, conhecida pelo enquadramento natural e pelo acesso exigente. Apesar de ter sido recentemente incluída pelo Guia Michelin numa lista das praias mais bonitas do mundo, a Câmara Municipal de Sintra desaconselha a descida e a permanência no local, sobretudo devido aos riscos associados ao acesso e ao mar.
Buscas vão continuar esta segunda-feira
De acordo com a agência de notícias Lusa, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) informou que as operações de busca pelo jovem, de nacionalidade ucraniana, foram interrompidas no domingo ao final do dia. A partir de agora, a procura ficará integrada nas ações regulares de patrulhamento realizadas pela Autoridade Marítima Nacional.
O desaparecimento foi comunicado pelas 11:50 h de sexta-feira por turistas que se encontravam nas proximidades. O jovem estaria “a banhos, acompanhado por amigos”, quando entrou em dificuldades na zona de rebentação e acabou por desaparecer, refere a mesma fonte.
Várias equipas participaram nas operações
As primeiras operações começaram pouco depois do alerta e envolveram meios marítimos. Tripulantes das estações salva-vidas de Cascais e da Ericeira participaram nas buscas, juntamente com elementos do Comando Local da Polícia Marítima de Cascais, do projeto SeaWatch e dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme.
A Lusa escreve que as operações decorreram desde sexta-feira e foram realizadas por diferentes equipas de emergência. Depois da suspensão dos trabalhos específicos de localização, a AMN prevê que a procura prossiga através das patrulhas que são realizadas habitualmente na zona.
Praia que exige cuidados
A Praia da Ursa tem uma particularidade que contrasta com a notoriedade que conquistou nos últimos anos: o acesso não é simples nem existe vigilância balnear. A descida e a permanência no local são desaconselhadas por razões relacionadas com a segurança.
O percurso de acesso tem cerca de 2,6 quilómetros, considerando ida e volta, e é descrito como exigente. O caminho não dispõe de vigilância e uma eventual queda, indisposição ou alteração repentina das condições marítimas pode dificultar a intervenção das equipas de socorro.
Fama internacional não significa segurança
A ausência de nadador-salvador é outro dos fatores a ter em conta. A praia também não dispõe de acessos rápidos para meios de resgate e a sua configuração rochosa pode aumentar os riscos quando o estado do mar se agrava.
Ainda assim, o reconhecimento turístico tem contribuído para a projeção do local. É que o Guia Michelin incluiu recentemente a Praia da Ursa numa lista das “praias mais bonitas do mundo”.
Leia também: Espanhóis rendem-se a esta pequena localidade do Algarve: dizem que aqui está a região “reduzida ao essencial”















