Um conjunto de aparelhos remotos de alta tecnologia conhecidos como “drones assassinos”, nomenclatura referida pelo Expresso, que custam 48 milhões de euros cada vai aterrar no nosso território de forma inédita. Este material será carregado a partir de Amã, capital da Jordânia. É a primeira vez que este tipo de aeronave militar não tripulada é destacado para território português.
O destino final desta operação militar de alta precisão é a Base das Lajes situada na ilha Terceira no arquipélago dos Açores. A informação sobre esta movimentação é avançada pela SIC, que refere que a aterragem destes aparelhos de combate aéreo está agendada para as vinte e três horas desta segunda-feira.
Esta é a primeira vez que o país recebe este tipo específico de equipamento militar não tripulado em solo nacional. As aeronaves partem da cidade de Amã que é a capital da Jordânia rumo ao meio do oceano Atlântico. A operação marca um novo capítulo na utilização das infraestruturas militares açorianas pelas forças estrangeiras aliadas.
O poder de fogo e as capacidades de voo
Indica a mesma fonte que o modelo Reaper é atualmente considerado um dos aparelhos de combate mais avançados em operação. O seu fabrico está a cargo de uma empresa dos Estados Unidos da América ligada à indústria da defesa aeronáutica. O apelido sombrio que a aeronave carrega deve-se à sua imponente capacidade de transportar até oito mísseis de precisão cirúrgica.
O desempenho no ar impressiona devido à sua autonomia de voo que lhe permite permanecer nos céus durante mais de vinte e sete horas. O aparelho atinge um comprimento de cerca de onze metros e apresenta uma envergadura de asas que chega aos vinte e dois metros. O teto máximo de operação permite que a máquina voe a altitudes superiores a quinze mil metros.
O valor exorbitante cobrado por cada unidade justifica-se com a tecnologia complexa instalada a bordo. O equipamento consegue descolar com uma capacidade de carga útil superior a mil e setecentos quilos de armamento. Toda esta estrutura pesada e letal é controlada à distância por uma equipa de apenas duas pessoas.
Explica a referida fonte que a aeronave integra um conjunto de sensores sofisticados para captar e transmitir dados cruciais. A receção desta informação em tempo real é vital para o sucesso das missões nos vários cenários de conflito armado. As funções principais destas máquinas passam por tarefas de reconhecimento de terreno e de ataque furtivo contra alvos delineados.
O pedido de explicações no parlamento nacional
A chegada repentina desta frota aos Açores motivou uma reação imediata por parte de algumas forças políticas com assento parlamentar. O Bloco de Esquerda decidiu avançar com três pedidos formais de esclarecimento dirigidos diretamente aos membros do atual governo português. Os alvos destas questões foram os ministros responsáveis pelas pastas dos Negócios Estrangeiros e da Defesa Nacional.
Os deputados pretendem compreender qual é o enquadramento legal que sustenta a utilização da base pelas forças militares estrangeiras. Os representantes exigiram conhecer todos os pormenores técnicos e operacionais relativos à presença do referido modelo voador no arquipélago. O requerimento incluiu ainda a exigência de uma lista detalhada sobre os pedidos recentes de utilização do espaço aéreo.
Leia também: Portugal vai ter cortes de água prolongados nestes dias e estas serão as regiões afetadas
















