Março vai ter um dia com apenas 23 horas. Não se trata de um fenómeno raro nem de uma anomalia astronómica, mas de uma mudança oficial que acontece todos os anos e que volta agora a aproximar-se. Na madrugada de 29 de março, os relógios vão adiantar uma hora e o país entra no horário de verão.
Quando forem 01:00 da manhã em Portugal continental e na Madeira, os relógios passam automaticamente para as 02:00. Nos Açores, a alteração faz-se à meia-noite, que passa a ser 01:00. Resultado: perde-se uma hora de sono e o dia civil fica reduzido a 23 horas.
A mudança ocorre no último domingo de março, conforme o regime europeu da hora legal. Apesar de ser uma rotina anual, continua a gerar dúvidas e a provocar impacto nos primeiros dias após a transição.
Porque os relógios mudam
O horário de verão tem como objetivo ajustar o período de luz natural às atividades diárias, como explica o jornal espanhol El Economista. Ao adiantar os relógios, procura-se aproveitar melhor a luminosidade ao final do dia, reduzindo a necessidade de iluminação artificial nas horas de maior atividade.
A medida é aplicada em vários países europeus e mantém-se em vigor, apesar do debate recorrente sobre a sua continuidade. Nos últimos anos, a União Europeia discutiu a possibilidade de acabar com as mudanças sazonais, mas até ao momento o sistema permanece.
Com o adiantamento dos relógios, o sol passa a pôr-se mais tarde, prolongando as tardes claras e criando a perceção de dias mais longos, mesmo que, nessa noite específica, o tempo disponível seja inferior.
O impacto no corpo e na rotina
A perda de uma hora pode parecer pouco significativa, mas para muitas pessoas a adaptação não é imediata. Especialistas em sono referem frequentemente que alterações no horário podem afetar temporariamente o ritmo biológico.
Nos primeiros dias, podem surgir sensação de cansaço, dificuldade de concentração ou alterações ligeiras no padrão de sono. Ainda assim, a maioria das pessoas ajusta-se ao novo horário ao longo da semana seguinte.
Uma forma de facilitar a transição passa por antecipar gradualmente a hora de deitar nos dias anteriores e manter rotinas regulares.
O que deve fazer
A maioria dos dispositivos digitais atualiza automaticamente a hora. Ainda assim, convém confirmar relógios analógicos, eletrodomésticos ou equipamentos que não estejam ligados à internet.
A mudança acontece na madrugada de 29 de março e marca o início de um período que se prolonga até outubro, quando os relógios voltam a atrasar uma hora.
Até lá, as tardes tornam-se mais longas e luminosas. Mas, antes disso, há uma noite que será mais curta do que o habitual. E, nesse dia, o relógio vai lembrar-lhe que perdeu uma hora.
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