A Câmara de Faro vai contar com um orçamento para 2023 de 66,9 milhões de euros, valor que representa uma subida de 10,3 milhões comparativamente ao do ano em curso, anunciou hoje a autarquia.
O município destacou que a aprovação pela Assembleia Municipal, a 16 de dezembro, foi conseguida com os votos favoráveis de PSD, CDS-PP, IL, MPT e PPM – partidos que integram a coligação que lidera o executivo – e as abstenções de PS, CDU, BE e PAN, concluindo um processo iniciado a 28 de novembro.
A Câmara de Faro traçou como uma das principais prioridades do orçamento o “apoio aos agregados familiares”, justificando a opção por se perspetivar um ano com “consequências de um choque negativo, sem precedentes, sofrido pela economia mundial”, na origem de “muitas incertezas quanto ao futuro”, que deverá ser de quebra de rendimentos e aumento da taxa de inflação.
A “manutenção do IMI em 0,35%, a isenção da taxa de derrama para empresas com um volume de negócios inferior a 150.000 euros e um investimento na área da Habitação Social, com financiamento do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU)” são medidas que também estão previstas no Orçamento, assinalou a autarquia num comunicado.
Com o financiamento do IHRU vai ser feita a construção de 22 fogos na Rua Ludovico Menezes, na zona urbana de Faro, e de 49 fogos na Rua Soldado Ferrer, na freguesia de Montenegro, precisou o município, que espera em 2023 concluir empreitadas como as do Centro Cultural da Bordeira, da Mata do Liceu ou do Centro de Recolha Oficial.
“Simultaneamente, serão lançados novos investimentos e obras estruturantes para o concelho, nomeadamente, a construção Escola E.B.1/JI Afonso III, a conclusão da Avenida Mário Lyster Franco e a ponte de acesso à Praia de Faro. Ao todo, o valor inscrito no orçamento para investimento no concelho ascende a 19.028.167 de euros”, cifrou a Câmara algarvia.
A Câmara de Faro vai, assim, contar em 2023 com um orçamento “dotado de alguma flexibilidade, necessária, para permitir colmatar a imprevisibilidade associada à subida de preços, de que são exemplo os custos da energia e combustíveis”, defendeu o presidente do município, Rogério Bacalhau, citado no comunicado.
O autarca argumentou que os custos associados à inflação deixam a Câmara de Faro sem “margem para a inscrição de novos projetos ambiciosos” no orçamento, mas salientou a “importância que terão as novas competências nas áreas da saúde e da ação social”, transferidas para as autarquias pelo Estado Central na ação municipal do próximo ano.
Rogério Bacalhau considerou que o Orçamento tem “uma visão de mudança para a cidade”, com “diversos projetos em estudo para a frente ribeirinha”, que deixarão Faro como uma “referência no Algarve para o investimento privado”.
“Com a aprovação deste orçamento são fixados, ainda, o mapa de pessoal do Município e do Teatro Municipal, tal como o orçamental plurianual (2023 – 2027) deste equipamento”, referiu ainda a Câmara de Faro.
















