O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais voltou a descer em Portugal, mas apenas 25 cêntimos. Apesar desta ligeira redução face à semana anterior, os consumidores continuam a pagar significativamente mais do que no inÃcio do ano, há um ano e, sobretudo, em comparação com 2022. A agência de notÃcias Lusa cita dados da Deco Proteste que apontam que o cabaz custa agora 256,46 euros.
Depois de uma subida de 3,08 euros registada na semana anterior, a mais recente monitorização da Deco Proteste aponta para uma redução de apenas 0,25 euros no preço do conjunto de 63 produtos considerados essenciais.
A variação representa uma descida pouco expressiva no valor global das compras, mantendo o cabaz acima dos 256 euros. A organização acompanha regularmente a evolução dos preços de produtos alimentares para avaliar o impacto das oscilações no orçamento das famÃlias.
Há produtos que continuam a subir
Embora o valor total tenha recuado ligeiramente, alguns produtos registaram aumentos relevantes ao longo da última semana. Os flocos de cereais lideraram as subidas, com um acréscimo de 13%, passando a custar 2,76 euros.
Acrescenta a agência noticiosas que a massa esparguete aumentou 10%, atingindo 1,17 euros, enquanto o arroz agulha subiu 6%, fixando-se nos 1,64 euros. Estes foram os bens alimentares com maior agravamento de preço entre 8 e 15 de julho.
Cabaz continua mais caro do que no inÃcio do ano
A comparação com janeiro mostra que a tendência de aumento dos preços se mantém. Para adquirir exatamente o mesmo conjunto de produtos, os consumidores gastavam menos 14,64 euros no inÃcio de 2026, o equivalente a uma diferença de 6,05%.
Os dados revelam igualmente que, face ao mesmo perÃodo do ano passado, o cabaz custa mais 10,67 euros. Quando a comparação é feita com janeiro de 2022, a diferença torna-se ainda mais evidente: atualmente são necessários mais 68,76 euros para comprar os mesmos 63 produtos.
Alimentos que mais pesam na carteira
Entre os produtos que mais aumentaram no espaço de um ano destacam-se a couve-coração, cujo preço subiu 24%, atingindo os 1,76 euros, o bacalhau graúdo, com um aumento de 21% para 19,45 euros por quilograma, e o robalo, também com uma subida de 21%, passando a custar 10,30 euros por quilograma.
A cesta monitorizada inclui alimentos de diferentes categorias, como carne, peixe, frutas, legumes, congelados, laticÃnios e mercearia. Entre os produtos analisados encontram-se frango, peru, pescada, carapau, cebolas, batatas, cenouras, bananas, maçãs, arroz, esparguete, leite, queijo, manteiga, açúcar e fiambre.
Desde 2022 há aumentos superiores a 100%
A comparação com os preços praticados no inÃcio de 2022 evidencia o impacto acumulado da inflação em vários produtos alimentares. Refere a mesma fonte que a carne de novilho para cozer é o produto com maior subida percentual, registando um aumento de 126% e atingindo atualmente os 13,13 euros por quilograma. Logo a seguir surge o bacalhau graúdo, que encareceu 84% desde janeiro de 2022, enquanto os ovos acumulam uma subida de 82%, com um preço atual de 2,07 euros.
A Deco Proteste acompanha semanalmente o preço deste cabaz de 63 bens essenciais para medir a evolução do custo da alimentação em Portugal. Apesar da ligeira descida registada esta semana, os dados mostram que os aumentos acumulados continuam a ter impacto significativo no orçamento das famÃlias.
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