Com a chegada de uma nova frente de instabilidade vinda do oceano, o estado do tempo volta a agravar-se em Portugal continental. Depois da passagem recente de uma depressão devastadora, o instituto de meteorologia emitiu um alerta de gravidade considerável para uma grande parte da costa nacional. A situação exige precaução redobrada de quem vive ou trabalha junto ao mar.
A partir do início desta semana, dez distritos entram em aviso laranja devido à previsão de forte agitação marítima. A medida de precaução entra em vigor na tarde de segunda-feira, pelas 15h00, e estende-se até à madrugada de quarta-feira.
A informação é avançada pelo Expresso, que cita os dados mais recentes do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A lista de zonas afetadas inclui toda a faixa litoral, abrangendo o país de norte a sul.
Zonas afetadas e altura das ondas
Os distritos visados por esta medida de risco elevado são Porto, Faro, Setúbal, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Beja, Aveiro, Coimbra e Braga. Nestes locais, a autoridade meteorológica prevê um agravamento significativo das condições do mar.
Indica a mesma fonte que se esperam ondas de noroeste com uma altura significativa entre os cinco e os seis metros. No entanto, a força do mar pode gerar picos de ondulação que atinjam uma altura máxima impressionante de 11 metros.
Alerta amarelo no resto do país
Além do aviso laranja no litoral, o restante território continental e o arquipélago dos Açores encontram-se sob aviso amarelo. As previsões apontam para diferentes fatores de risco que variam consoante a região, incluindo precipitação, queda de neve e vento forte.
Este nível de alerta inferior aplica-se a situações de risco para determinadas atividades dependentes das condições meteorológicas. O cenário de instabilidade prolonga-se por diferentes períodos entre o dia de hoje e a próxima terça-feira.
O rasto da tempestade Kristin
Este novo agravamento surge na sequência da passagem da depressão Kristin, que deixou um rasto de destruição em várias regiões na passada quarta-feira. O temporal causou vítimas mortais e avultados danos materiais em infraestruturas públicas e privadas.
Explica a referida fonte que a queda de árvores e estruturas provocou o corte de estradas e a interrupção de serviços ferroviários. Houve ainda registo de falhas no fornecimento de energia, água e comunicações em diversos concelhos do país.
Situação de calamidade decretada
Os distritos de Leiria, Coimbra e Santarém foram os mais fustigados pela entrada da tempestade em território nacional. As autoridades contabilizaram feridos e desalojados, além das fatalidades associadas a acidentes durante e após o evento extremo.
Explica ainda o Expresso que o Governo decretou a situação de calamidade para cerca de 60 municípios afetados. Esta medida administrativa vigora desde a passada quarta-feira e abrange as zonas onde os prejuízos foram mais significativos.
















