A Polícia Judiciária (PJ) voltou a alertar para um novo esquema de burla que pode apanhar muitos de surpresa. Desta vez, ao contrário do que é habitual, os burlões não recorrem a mensagens digitais nem a chamadas telefónicas, mas sim uma abordagem menos comum, mas com potencial para enganar até os mais atentos.
Alerta para fraude com recurso ao correio tradicional
As cartas, enviadas em papel e com aspeto oficial, apresentam-se em nome da Unidade de Informação Financeira da PJ, segundo indica a Pplware. Aparentemente legítimas, estas comunicações têm como principal objectivo assustar os destinatários com falsas acusações relacionadas com dívidas fiscais e contas bancárias bloqueadas.
Documentos falsos simulam notificações legais
O esquema está cuidadosamente montado para parecer real. Além da carta, os criminosos incluem documentos falsificados com linguagem jurídica e referências a supostos processos, o que dá uma aparência credível e pode facilmente enganar quem as recebe.
As autoridades garantem que não fazem este tipo de contacto
Em comunicado oficial, a PJ esclarece que a Unidade de Informação Financeira não apreende fundos nem solicita o pagamento de qualquer quantia para o desbloqueio de contas. Qualquer correspondência nesse sentido é falsa e deve ser ignorada.
As autoridades apelam ainda a que os cidadãos não forneçam dados pessoais, bancários ou de outra natureza, caso recebam este tipo de contacto. É fundamental resistir à tentação de resolver rapidamente a suposta situação, pois é esse o truque usado pelos burlões.
Missivas têm como objectivo manipular emocionalmente
O conteúdo das cartas é redigido de forma a causar ansiedade e levar a acções precipitadas. Expressões como “bloqueio imediato”, “processo fiscal urgente” ou “regularização obrigatória” são comuns nestas fraudes e devem levantar suspeitas.
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Pode tratar-se de uma tentativa de extorsão organizada
A PJ admite que este tipo de burla possa estar a ser executado por redes organizadas, com conhecimento de técnicas de falsificação e acesso a bases de dados para personalizar os envios, o que aumenta a eficácia do engano.
Se receber uma carta com estas características, não a deite fora nem a destrua. O ideal é entregá-la numa esquadra da Polícia Judiciária, para que seja analisada no âmbito das investigações em curso.
Crimes como este estão a tornar-se mais criativos
Embora o envio de cartas pareça um método ultrapassado, os burlões estão a recuperar este meio de comunicação para contornar a vigilância digital e surpreender potenciais vítimas com abordagens mais subtis.
É essencial confirmar a origem de qualquer notificação
Sempre que se receber correspondência com ameaças legais ou exigência de pagamento, o melhor é contactar directamente a instituição mencionada, através dos canais oficiais, antes de tomar qualquer medida.
A utilização indevida do nome e do logótipo da Polícia Judiciária confere uma gravidade acrescida à burla, pois induz em erro e abusa da confiança que os cidadãos depositam nas forças de segurança.
Esquema pode estar a espalhar-se por várias regiões
As autoridades não descartam a possibilidade de este tipo de fraude estar a ocorrer em diferentes pontos do país. Por isso, é importante que o alerta chegue ao maior número possível de pessoas.
Informar e prevenir é a melhor defesa contra estas burlas
Divulgar este tipo de informação é crucial para prevenir novos casos. Quanto mais informadas estiverem as pessoas, menor será a probabilidade de serem apanhadas de surpresa por esquemas semelhantes.
Além de se proteger a si próprio, denunciar estas cartas ajuda as autoridades a identificar os responsáveis e a impedir que outras pessoas caiam na mesma armadilha.
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