O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que o homólogo da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher foram capturados e retirados à força do país, após os Estados Unidos terem realizado um “ataque em grande escala” no país.
Na plataforma Truth Social, Trump adiantou que o Presidente da Venezuela e a respetiva mulher foram transportados para fora do país – o destino não foi revelado – pelas tropas norte-americanas.
“A operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos”, referiu Trump na mensagem na rede social Truth Social, em que indicou que daria mais informações hoje numa conferência de imprensa às 11:00 de Mar-a-Lago, na Florida (16:00 em Lisboa).
Presidente do Governo da Madeira acompanha situação na Venezuela
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, afirmou hoje estar a acompanhar a situação na Venezuela, através de contactos diretos com a comunidade madeirense naquele país, e apelou à calma e tranquilidade.
As autoridades portuguesas apelaram hoje à comunidade portuguesa na Venezuela para se manter “tranquila e em casa”, após ataques aéreos dos Estados Unidos.
Líderes da oposição venezuelanos recusam comentar ataques dos EUA
[09:58] A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, bem como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia escusaram-se a comentar para já os ataques aéreos contra a Venezuela atribuídos aos Estados Unidos.
“Neste momento, não há uma declaração oficial sobre os factos relatados na Venezuela. Qualquer informação confirmada será divulgada oportunamente pelos canais oficiais”, afirmou o porta-voz oficial de ambos os opositores na rede social X.
Laureada com o Nobel da Paz no ano passado, Maria Corina dedicou o prémio ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio à causa da oposição, e afirmou que a maior homenagem a Alfred Nobel, o magnata sueco criador da distinção, será garantir a “transição para a democracia” na Venezuela.
María Corina Machado classificou a postura dos Estados Unidos como um fator-chave no isolamento do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, frisando que “a posição firme” de Donald Trump e do Governo norte-americano “de desmantelar os cartéis de droga mudou completamente a dinâmica”.
Em dezembro, quando viajou para a Noruega para receber o prémio, revelou que as autoridades norte-americanas a tinham ajudado a sair da Venezuela, onde estava escondida na clandestinidade há meses.
Edmundo González Urrutia foi o candidato da oposição às eleições presidenciais de julho de 2024, na qual reclamou vitória com base nas atas eleitorais, mas as autoridades atribuíram um terceiro mandato a Nicolás Maduro.
O Governo venezuelano denunciou hoje uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos em localidades civis e militares da capital venezuelana, Caracas, e dos estados centrais de Miranda, Aragua e La Guaira.
O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, decretou estado de exceção e ordenou o “desdobramento do comando para a defesa integral da nação”.
Várias explosões foram ouvidas na madrugada de sábado em Caracas, La Guaira e Miranda, num cenário de tensões com os Estados Unidos, que em agosto enviaram navios de guerra ao mar do Caribe, perto da costa venezuelana, com Caracas a denunciar ameaças.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou esta noite o ataque a alvos dentro da Venezuela, incluindo militares, numa escalada da sua campanha de pressão contra o governo de Maduro, segundo informaram fontes da administração americana à CBS News.
A Fox News também confirmou que Trump ordenou ataques aéreos contra vários alvos dentro da Venezuela, com maior foco na zona costeira ao redor de La Guaira, perto do aeroporto de Maiquetía e numa área que inclui possíveis alvos militares importantes para o regime de Maduro.
Trump alertou em novembro sobre a possibilidade de ataques ao território venezuelano no âmbito da sua campanha contra a Venezuela e o Governo de Nicolás Maduro, que acusa de supostamente liderar uma rede de tráfico de drogas.
PR acompanha situação na Venezuela em articulação com MNE
[09:09] O Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela, em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, após explosões em Caracas, que denunciou uma agressão dos Estados Unidos da América.
O chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, “está a acompanhar a situação na Venezuela em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros”, Paulo Rangel, lê-se numa nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.
O Governo da Venezuela denunciou hoje uma “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos da América, após explosões na capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.
Fonte do Governo PSD/CDS-PP disse à Lusa que as autoridades portuguesas estão “a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto”, em contacto com a embaixada em Caracas e com vários governos europeus.
Venezuela “denuncia gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos
[08:37] O Governo da Venezuela denunciou hoje uma “gravíssima agressão militar” após as explosões que abalaram a capital durante a noite, e o Presidente Nicolás Maduro decretou estado de exceção.
“A Venezuela rejeita, repudia e denuncia […] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos […] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, nos arredores de Caracas”, refere um comunicado do Governo.
O Presidente Nicolas Maduro decretou o estado de exceção e apelou a “todas as forças sociais e políticas do país para ativarem os planos de mobilização”, segundo o comunicado.
O Governo da Venezuela, na declaração, convocou os seus apoiantes a irem para as ruas. “Povo às ruas!”, refere-se na declaração.
“O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem planos de mobilização e a repudiarem este ataque imperialista”, acrescenta.
Caracas anunciou também que irá denunciar nas Nações Unidas a “gravíssima agressão militar” dos Estados Unidos no país.
A declaração acrescenta que Maduro ordenou “a implementação de todos os planos de defesa nacional” e declarou “estado de perturbação externa”, um plano de emergência que lhe dá o poder de suspender os direitos das pessoas e expandir o papel das forças armadas.
O comunicado surge numa altura em que as forças armadas dos Estados Unidos têm, nos últimos dias, tido como alvo barcos suspeitos de contrabando de drogas. Na sexta-feira, a Venezuela disse estar aberta a negociar um acordo com Washington para combater o tráfico de drogas.
Para já, desconhece-se a existência de vítimas.
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