Uma mulher desaparecida desde 2001 foi encontrada viva quase 25 anos depois, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, encerrando um dos casos mais enigmáticos da região. O desaparecimento prolongado e o facto de ter sido localizada em boas condições de saúde reabriram questões antigas junto da família e das autoridades.
De acordo com o Notícias ao Minuto, Michele Hundley Smith, mãe de três filhos, terá abandonado voluntariamente a vida que mantinha e vivido durante anos sob anonimato.
Desaparecimento que atravessou décadas
Michele tinha 38 anos quando saiu de casa, em dezembro de 2001, na localidade de Eden, no condado de Rockingham, alegadamente para fazer compras de Natal. Deixou para trás três filhos com 19, 14 e sete anos.
Durante anos, familiares e dezenas de elementos das forças de segurança procuraram respostas. Segundo a mesma fonte, o paradeiro da mulher permaneceu desconhecido durante mais de duas décadas, alimentando dúvidas e especulações.
O desfecho começou a desenhar-se no dia 19 de fevereiro, quando as autoridades receberam novas informações sobre a possível localização de Michele. No dia seguinte, foi estabelecido contacto direto com a própria. Escreve o site que o gabinete do xerife de Rockingham County confirmou que a mulher foi encontrada “viva e bem” de saúde, sem avançar detalhes adicionais sobre as circunstâncias em que foi localizada.
Investigação envolveu várias entidades
O caso mobilizou diferentes autoridades ao longo dos anos, incluindo o FBI. Acrescenta a publicação que, apesar de ter sido encontrada, subsistem interrogações quanto aos motivos que levaram ao desaparecimento.
A mesma fonte refere que Michele solicitou anonimato e pediu que a sua nova localização não fosse divulgada, o que limita o esclarecimento público sobre os contornos da sua vida durante este período.
O impacto da notícia fez-se sentir nas redes sociais. A filha, Amanda, partilhou uma mensagem onde expõe sentimentos contraditórios perante o reaparecimento da mãe.
“Quanto às minhas opiniões e sentimentos em relação à minha mãe… Estou extasiada, estou irritada, estou de coração partido, estou completamente confusa! Será que voltarei a ter uma relação com a minha mãe? Sinceramente, não sei responder a essa pergunta, porque nem eu sei”, escreveu, citada pelo jornal Daily Mail.
Perguntas que continuam sem resposta
Amanda reconhece o conflito interior que vive desde que soube que a mãe está viva. “A minha reação inicial seria sim, com certeza, mas depois penso em toda a dor… Mas, mesmo assim, a minha mãe é apenas humana, tal como todos nós”, acrescentou.
Outra familiar questionou igualmente o que terá motivado a decisão tomada em dezembro de 2001. “Durante anos não sabíamos se devíamos esperar ou fazer o luto. A minha maior questão é: ‘O que aconteceu naquele dezembro? O que te fez ir abandonar? O que se passou?’”, afirmou, conforme a mesma fonte.
Mistério parcialmente resolvido
Apesar de o paradeiro ter sido finalmente esclarecido, escreve o Notícias ao Minuto que os contornos do desaparecimento mantêm-se pouco claros. A revelação de que Michele viveu durante anos uma vida dupla na Carolina do Norte levanta novas interrogações sobre o que terá motivado a rutura com o passado.
Quase 25 anos depois, o caso deixa de ser oficialmente um desaparecimento sem solução, mas continua marcado por perguntas que a família admite ainda não conseguir responder.
Leia também: Um dos piores nevões dos últimos 150 anos coloca milhões em alerta e obriga a estado de emergência nos EUA
















