Mais de 2.500 casos da febre chikungunya foram registados na cidade de Foshan, no sudeste da China, desde o início do surto a 8 de julho, segundo o Notícias ao Minuto. As autoridades reforçaram os meios de resposta médica e alertam para a necessidade de prevenção contra a doença transmitida por mosquitos. Em 2017 foram registados surtos deste vírus em Itália, pelo que a Europa não está livre do risco de contágio.
Com cerca de 7,4 milhões de habitantes, Foshan declarou 53 unidades hospitalares como centros de tratamento para lidar com o aumento de casos, tendo sido disponibilizadas mais de 3.600 camas com proteção contra mosquitos.
Além do reforço na capacidade de internamento, 35 hospitais da cidade passaram a realizar testes PCR específicos para o vírus chikungunya. Os doentes com resultado positivo estão a ser internados de forma preventiva, para evitar a propagação do surto.
O que é a chikungunya?
A chikungunya é uma infeção viral caracterizada por febre alta e fortes dores nas articulações, de acordo com a fonte acima citada. O nome deriva de um verbo do dialeto makonde, na Tanzânia, que significa andar curvado, numa referência à postura adotada por muitos doentes devido à dor intensa.
O primeiro surto documentado ocorreu em 1952, no Planalto Makonde, no norte da Tanzânia. A doença é causada pelo vírus chikungunya, transmitido por mosquitos do género Aedes, nomeadamente as espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus.
A infeção não se transmite de pessoa para pessoa, salvo em casos raros de transmissão vertical (de mãe para filho durante a gravidez) ou por transfusão de sangue contaminado.
Casos fora da Ásia e sintomas principais
Embora mais comum no sudoeste asiático, em África e na América do Sul, o vírus chikungunya já foi identificado em mais de 60 países. A Europa registou surtos localizados, como os de Itália em 2007 e 2017, com infeções adquiridas localmente e não apenas importadas do estrangeiro, conforme refere a mesma fonte.
Após um período de incubação que varia entre 1 e 12 dias, os sintomas surgem de forma súbita: febre elevada, dor de cabeça, náuseas, vómitos, arrepios e erupções cutâneas são os mais frequentes. Dois a cinco dias após a febre, surgem dores articulares e musculares incapacitantes, com maior incidência nas extremidades do corpo.
As formas mais graves da doença tendem a ocorrer em grupos vulneráveis, como pessoas com mais de 65 anos, mulheres em fases avançadas da gravidez e indivíduos com doenças crónicas como insuficiência renal ou cardíaca.
Tratamento e formas de prevenção
Segundo aponta o Notícias ao Minuto, de momento, não existem antivirais específicos para a chikungunya. O tratamento é sintomático, focado sobretudo no alívio das dores articulares.
Em junho de 2024, foi aprovada na Europa a primeira vacina contra o vírus. No entanto, fora esta opção preventiva, não existem outros medicamentos destinados à proteção contra a doença.
A principal forma de prevenção continua a ser a proteção contra picadas de mosquito. Quem viaja para zonas onde o vírus é endémico deve usar repelente, vestir roupa que cubra braços e pernas, colocar redes mosquiteiras nas janelas e eliminar águas paradas junto das habitações.
















