Cerca de vinte países árabes e muçulmanos condenaram este sábado o plano do governo de Israel de tomar o controlo da cidade de Gaza, considerando-o uma “escalada perigosa”.
Numa declaração conjunta, esses países, entre os quais o Egito, a Arábia Saudita e a Turquia, acusam o plano israelita, aprovado na noite de quinta para sexta-feira pelo governo de Israel, de constituir “uma violação flagrante do direito internacional e uma tentativa de consolidar a ocupação ilegal e impor um facto consumado”.
A Autoridade Palestiniana pediu na sexta-feira uma reunião extraordinária e urgente da Liga dos Estados Árabes, na sequência da decisão de Israel de expandir a ofensiva e assumir o controlo da cidade de Gaza.
A reunião de urgência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), no seguimento dos planos israelitas de ocupação da principal cidade da Faixa de Gaza, foi reagendada para este domingo, anunciou este sábado a missão do Panamá, que preside este mês ao órgão da ONU.
A missão do Panamá afirmou na noite de sexta-feira que a mudança do dia e hora da reunião, inicialmente marcada para este sábado, foi feita após “consultas adicionais e considerações cuidadosas”, sem dar mais detalhes.
A agência AP recordou que sábado é o dia santo (Shabat) judaico e que Israel certamente pretenderá discursar na reunião.
O pedido da reunião foi apresentado por vários dos 15 países que compõem o Conselho de Segurança, em seu nome e da Palestina, segundo o representante da Autoridade Palestiniana nas Nações Unidas, Riyad Mansour, quando questionado pelos jornalistas.
Autoridades iranianas prendem 20 pessoas por colaboração com Mossad
Vinte pessoas foram detidas no Irão por suspeita de colaboração com o serviço de informações israelita Mossad, anunciaram este sábado as autoridades judiciais iranianas, que avisaram que não terão misericórdia se forem condenadas por espionagem.
O anúncio foi feito pelo porta-voz do poder judicial, Asghar Jahangiri, que indicou que alguns dos 20 detidos foram libertados e as acusações retiradas, embora não tenha especificado quantos, informou a agência de notícias Mizan.
Os restantes casos estão sob investigação e Jahangiri alertou que não haverá “nenhuma misericórdia” se os suspeitos forem considerados culpados de colaboração com Israel.
“O sistema judicial não terá misericórdia ao lidar com espiões e agentes sionistas e ensinará uma lição a todos os espiões e agentes do regime sionista com sentenças firmes”, advertiu.
Há três dias, o Irão executou um prisioneiro condenado por “espiar para Israel” e que era acusado de partilhar informações sobre um cientista nuclear morto durante o conflito em junho entre os dois estados.
Nos últimos dois meses, o Irão enforcou pelo menos outros três prisioneiros por colaborarem com os serviços de informação de Israel, em plena ofensiva israelita contra a República Islâmica.
Israel bombardeou ao longo de quase duas semanas instalações militares, nucleares e civis, causando mais de mil mortos, incluindo dezenas de altos oficiais militares iranianos e cientistas.
Segundo Israel, o Irão estava prestes a obter uma arma atómica, o que é refutado por Teerão, alegando que o seu programa nuclear tem fins civis e pacíficos.
O Irão respondeu a estes ataques lançando mísseis e ‘drones’ contra território israelita diariamente, resultando cerca de 30 mortes.
Durante e após a guerra, as autoridades iranianas anunciaram várias detenções de indivíduos suspeitos de espionagem ao serviço de Israel.
Leia também: Viu um pano branco no retrovisor de um carro estacionado? Saiba o que significa e o que deve fazer
















