Artistas de Castro Marim e Vila Real de Santo António vão participar, nos dias 14 e 15 de agosto, em mais uma edição do ‘Paseo por el Arte’, iniciativa que transforma o centro de Ayamonte num espaço de exposição ao ar livre.
Pelo terceiro ano consecutivo, o evento integra criadores dos municípios portugueses que fazem parte da Eurocidade do Guadiana, reforçando a dimensão transfronteiriça de uma iniciativa dedicada à pintura, escultura e fotografia.

Segundo a Eurocidade do Guadiana, a participação portuguesa será este ano alargada, com obras de artistas dos dois concelhos algarvios apresentadas lado a lado com trabalhos de criadores espanhóis, em fachadas, praças e outros espaços públicos do centro histórico de Ayamonte.
O espaço destinado aos artistas portugueses está integrado no projeto Go Eurociudad Guadiana, cofinanciado pelo programa POCTEP Interreg VI-A.
Nove artistas e associação de fotografia representam território português
A representação portuguesa inclui Adelaide Rosa, José Conceição, Jorge Caleiro, Ana Mendes, Ana Cavaco, Carlos Correia, Sara Pontes e Maria de Fátima Romão, além dos fotógrafos da associação Um Quarto Escuro.
A organização pretende, desta forma, promover o contacto entre criadores dos dois lados do Guadiana e aproximar a produção artística das populações e dos visitantes que, durante as duas noites, percorrem o centro histórico da cidade espanhola.
As obras estarão distribuídas por diferentes espaços urbanos, num modelo que retira a exposição dos espaços tradicionais e transforma ruas, fachadas e praças em áreas temporárias de apresentação artística.
De acordo com a Eurocidade do Guadiana, a iniciativa pretende também reforçar os laços culturais entre os concelhos portugueses de Castro Marim e Vila Real de Santo António e a cidade espanhola de Ayamonte.
Centro de Ayamonte transforma-se em museu ao ar livre
A edição de 2026 do ‘Paseo por el Arte’ decorre nas noites de 14 e 15 de agosto, nas principais ruas do centro de Ayamonte, com entrada gratuita.
A iniciativa nasceu por impulso de artistas locais que decidiram apresentar os seus trabalhos em espaços públicos e contactar diretamente com quem visitava as exposições.

Com o passar dos anos, o evento cresceu e passou a reunir centenas de obras durante duas noites, distribuídas pelas ruas do centro histórico, com pintura, escultura e fotografia a ocuparem temporariamente o espaço urbano.
Segundo a organização, a iniciativa recebe dezenas de milhares de visitantes e procura manter a proximidade entre artistas e público como uma das suas principais características.
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