A modernização e resiliência do ciclo urbano da água no Algarve está a avançar com o apoio dos Fundos Europeus da Política de Coesão. Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Algarve, no âmbito do Programa Regional Algarve 2030 já foram submetidas candidaturas que totalizam 58 milhões de euros de investimento, incluindo 14 milhões de euros em projetos apresentados por municípios, com execução prevista entre 2025 e 2027.
De acordo com a CCDR Algarve, estes projetos pretendem “dar resposta a desafios estruturais da região no domínio da água, nomeadamente através da redução de perdas nas redes, da mitigação da intrusão salina e do reforço da cobertura e eficiência das redes de abastecimento e saneamento”, promovendo também, “sempre que justificável, o alargamento da rede pública a mais famílias e habitações”.
O aviso Algarve 2024-58, ainda em vigor, continua a receber novas candidaturas. A Autoridade de Gestão do programa sublinha como prioridade “o aumento do número de projetos apresentados e a aceleração da sua execução, com impacto direto na qualidade da água, saúde pública e sustentabilidade dos sistemas”.
As áreas elegíveis incluem a reabilitação ou construção de infraestruturas de distribuição de água, a digitalização dos sistemas de abastecimento e controlo de consumos, o aumento da resiliência das redes, a expansão da cobertura de saneamento e a reabilitação de infraestruturas para reduzir a intrusão salina nos sistemas urbanos.
O presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, destacou “o esforço conjunto dos municípios, da AMAL, da APA e da Autoridade de Gestão do ALGARVE 2030 na concretização de uma estratégia inteligente para a água, que posiciona a região como piloto nacional na gestão integrada e resiliente dos recursos hídricos”.
A CCDR recorda ainda “a recente decisão do Governo, com o especial empenho da ministra do Ambiente, de eliminar a penalização de 15% anteriormente aplicada aos municípios do Algarve”, medida que considera “essencial para reforçar o empenho local e acelerar a execução das verbas disponíveis”.
Com este novo impulso, frisa a comissão, “os Fundos Europeus voltam a afirmar-se como catalisadores de transformação no Algarve, promovendo um desenvolvimento mais sustentável, resiliente e alinhado com os desafios climáticos do presente e do futuro”.
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