O concurso nacional Pinóquio na Escola já revelou os vencedores da edição 2025/2026, distinguindo trabalhos de alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário dedicados à desinformação, verificação de factos e pensamento crítico.
O Algarve esteve em destaque nesta edição, com dois projetos distinguidos na categoria do 3.º Ciclo do Ensino Básico: “Okupas na UE”, da Escola Básica e Secundária D. Paio Peres Correia, em Tavira, e “A Anatomia da Desinformação: O Caso das Alergias”, da Escola Básica 2/3 de Castro Marim.
Promovido pelo Polígrafo e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Gabinete do Parlamento Europeu em Portugal, a Representação da Comissão Europeia em Portugal e a Agência Nacional Erasmus+ Juventude/Desporto e Corpo Europeu de Solidariedade, o projeto voltou a desafiar estudantes de todo o país a analisarem de forma crítica a informação que circula no espaço público e digital.
Os trabalhos distinguidos foram escolhidos por um júri composto por representantes das entidades parceiras, numa decisão alcançada por consenso. A seleção procurou reconhecer a qualidade dos projetos apresentados e o compromisso com a promoção da literacia mediática junto dos mais jovens.
Projetos algarvios entre os vencedores do 3.º Ciclo
Na categoria do 3.º Ciclo do Ensino Básico, foram distinguidos projetos de escolas do Porto, Lousã, Odivelas, Arraiolos, Tavira, Funchal e Castro Marim.
Entre os vencedores figuram “Desinformação sobre a quantidade de plástico reciclado no mundo”, da Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto; “A violência escolar em Portugal aumentou por causa da imigração?”, do Agrupamento de Escolas da Lousã; “Do outro lado da linha”, da Escola Básica D. Dinis, em Odivelas; e “As feministas estão contra as mulheres?”, do Agrupamento de Escolas de Arraiolos.
A lista inclui ainda os dois trabalhos algarvios, “Okupas na UE”, da Escola Básica e Secundária D. Paio Peres Correia, em Tavira, e “A Anatomia da Desinformação: O Caso das Alergias”, da Escola Básica 2/3 de Castro Marim, bem como “Desinformação é como vírus: espalha-se rápido, mas nós somos a vacina!”, da Escola Básica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva, no Funchal.
No Ensino Secundário, foram distinguidos projetos da Escola de Comércio do Porto, Escola Profissional Gustave Eiffel, Escola Secundária de Cascais, Escola Secundária de Pombal, Escola Secundária Quinta das Palmeiras, Escola Secundária Francisco Franco e Escola Profissional da Horta.
O projeto “A Mentira que Mata: A Teoria da Conspiração da Cura do Cancro Ocultada”, da Escola Secundária de Cascais, foi escolhido como vencedor nacional da categoria de Ensino Secundário. O júri atribuiu ainda uma menção honrosa ao trabalho “Factos contra o medo: desmontando mitos sobre imigração e violência”, da Escola Básica e Secundária Dr. Mário Fonseca, em Nogueira.
Mais de seis mil alunos participaram no projeto
Ao longo do ano letivo, o Pinóquio na Escola promoveu 60 sessões presenciais de literacia mediática em escolas de todo o país, envolvendo mais de seis mil alunos e alcançando 24 regiões NUTS III. Foram também realizados quatro webinars e várias iniciativas complementares para reforçar competências na identificação, análise e combate à desinformação.
Para Filipe Pardal, diretor de operações do Polígrafo e membro do júri, os trabalhos apresentados confirmam a importância da educação para os media junto das novas gerações.
“A melhor forma de combater a desinformação não é dizer às pessoas no que devem acreditar, mas dar-lhes ferramentas para fazerem as perguntas certas. Os trabalhos premiados mostram precisamente isso: uma geração de jovens preocupada em distinguir factos de opiniões, evidências de rumores e informação de manipulação. Esse é o principal sucesso do Pinóquio na Escola”, afirmou.
Pedro Calado, diretor do Programa Democracia e Sociedade Civil da Fundação Calouste Gulbenkian e também membro do júri, sublinhou que “nesta segunda edição do Pinóquio na Escola, voltámos a confirmar o enorme potencial dos jovens para analisar criticamente a informação que consomem e partilham. Num ecossistema informativo cada vez mais complexo, a literacia mediática é essencial para uma cidadania mais informada e participativa. Os trabalhos apresentados mostram que os alunos não são apenas consumidores de informação, mas também agentes ativos na construção de uma sociedade mais consciente face aos riscos da desinformação”.
Com esta segunda edição, o Pinóquio na Escola reforça-se como uma das principais iniciativas nacionais de literacia mediática dirigida à comunidade escolar, promovendo uma participação mais informada, crítica e responsável no espaço público e digital.
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