A União Europeia (como a conhecemos hoje) deu os primeiros passos no pós-II Guerra Mundial com o objetivo de reerguer a Europa das cinzas do fascismo e da tirania, promovendo uma união assente na paz, na democracia, na cooperação social e económica e na solidariedade entre países.
O grande primeiro passo foi o plano Schuman (Ministro francês dos Negócios Estrangeiros à data), apresentado a 9 de maio (agora dia da Europa) de 1950, que deu o mote para a cooperação mais estreita entre 6 países (França, Alemanha, Itália, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo) para a gestão comum da indústria do carvão e do aço, evoluindo depois para a Comunidade Económica Europeia (pelo Tratado de Roma) em 1958, e a União Europeia (pelo Tratado de Maastricht) em 1993, com o estabelecimento do mercado único e a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais – hoje alargado a 27 países. E ainda a criação de uma moeda única – o Euro – a partir de 2002, e que aos dias de hoje é utilizado por 20 países.
Tantas são as conquistas dos europeus nos últimos 80 anos mas nunca as podemos dar por garantidas, muito pelo contrário, estas encontram-se mais ameaçadas que nunca: externamente, por potências mundiais autocráticas suportadas por oligarcas; e internamente, por suas sucursais nacionais que se autoproclamam de patriotas mas que, na verdade, pretendem destabilizar as nossas sociedades com desinformação, ódio, intolerância e mentira, ao repetir o que de pior a História nos mostra.
Estes autocratas e oligarcas temem uma UE (e os seus países) que seja livre e democrática, que defenda a liberdade, a igualdade, os direitos humanos e o direito internacional, que se protege e defende a Ucrânia, que lidere a transição verde, que proteja o Estado social e que regule os monopólios tecnológicos. Que demonstre que um Mundo diferente é possível.
E é precisamente nestes momentos de adversidade que atualmente atravessam que os Europeus têm de vislumbrar a oportunidade de tornar uma União Europeia mais forte e coesa, que não seja dependente de nenhuma forma de outras potências mundiais, para que possa traçar o seu próprio caminho.
Face aos novos desafios que a EU enfrenta, é essencial aprofundar as sinergias entre países na criação de uma política comum de defesa e segurança europeia que evite duplicações e promova a paz; a construção de políticas de inovação e independência energética e industrial, com base no European Green Deal, liderando a transição energética no Mundo; avançar na democratização das suas instituições – elegendo diretamente os seus representantes para que seja fortalecida a relação com os seus cidadãos; e ter um processo de alargamento verdadeiramente credível que projete as relações futuras com outros países da Europa para fortalecimento dos seus alicerces e do seu lugar no panorama mundial.
É por aqui que temos de construir o nosso futuro: por uma União Europeia independente, mais coesa e mais democrática.
Sobre o autor do artigo: Rodrigo Teixeira é natural e residente em Faro, é estudante finalista do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas na Universidade do Algarve, foi Presidente da Direção-Geral da Associação Académica da UAlg em 2016 e 2017 e é candidato pelo Partido LIVRE às Eleições Legislativas 2025 pelo Círculo Eleitoral de Faro.

“40 Visões da Europa”
A 12 de junho de 1985, Espanha e Portugal assinaram o Tratado de Adesão às então Comunidades Europeias (Comunidade Económica Europeia, Comunidade Europeia da Energia Atómica e Comunidade Europeia do Carvão e do Aço). Este foi o terceiro alargamento.
O Europe Direct Algarve, a CCDR Algarve, a Eurocidade do Guadiana e outros parceiros transfronteiriços associaram-se para assinalar a data. A rubrica «40 Visões da Europa» vai dar voz a 40 pessoas (líderes políticos e associativos, jovens, cidadãos ,..)
Entre 4 de maio e 12 de junho (data da assinatura dos 40 anos do Tratado de Adesão) todos os dias um artigo . Mais informação sobre a campanha na página conjunta (4) Facebook
Leia também: 40 visões da Europa: Igualdade de género | Por Elsa Parreira

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