Um homem de 24 anos apresentou-se num hospital em Toulouse, no sul de França, com fortes dores na zona retal, acabando por obrigar à interrupção de uma cirurgia e à intervenção da brigada antibombas, depois de os médicos terem identificado um projétil da I Guerra Mundial no interior do corpo.
O caso ocorreu a 1 de fevereiro, no Hospital Rangueil, e levou à ativação de protocolos de segurança pouco comuns em contexto hospitalar, depois de se confirmar que o objeto tinha cerca de 20 centímetros de comprimento e três de diâmetro.
Entrada no hospital sem explicações claras
De acordo com o jornal espanhol El País, o jovem procurou assistência médica queixando-se de dores intensas, admitindo ter introduzido um objeto no reto, mas sem especificar qual. A falta de detalhes iniciais levou a equipa médica a avançar para uma intervenção cirúrgica de rotina.
Segundo a mesma fonte, foi apenas durante a cirurgia que os profissionais de saúde se aperceberam da verdadeira natureza do objecto, o que alterou de imediato o procedimento em curso.
Cirurgia interrompida por razões de segurança
Assim que identificaram o objeto como um projétil, os médicos decidiram interromper a operação. Escreve o jornal que a decisão foi tomada por receio de uma eventual explosão, tendo sido contactadas as autoridades. Foi estabelecido um perímetro de segurança dentro do hospital, acrescenta a publicação, enquanto se aguardava a avaliação das forças de segurança especializadas.
As autoridades acabaram por chamar uma brigada antibombas para avaliar o risco. Refere a mesma fonte que só após essa análise foi possível concluir que o projétil não apresentava perigo imediato. Nesse momento, explica o site, confirmou-se tratar-se de uma bala da I Guerra Mundial, desmilitarizada, o que permitiu retomar os procedimentos médicos em segurança.
Confirmação médica e investigação limitada
Um elemento da equipa médica confirmou os factos, sob anonimato, validando a sequência de acontecimentos descrita pelas autoridades e pela administração hospitalar. A mesma fonte indica que o paciente deverá ser interrogado para esclarecer como teve acesso ao projétil, embora o caso não venha a ter seguimento judicial.
A promotoria de Toulouse decidiu não avançar com qualquer processo, uma vez que a munição em causa estava desmilitarizada. Conforme a mesma fonte, não foi identificado qualquer crime associado à posse do objeto. A decisão teve em conta o enquadramento legal aplicável a este tipo de material histórico quando já não apresenta capacidade explosiva.
Um caso raro, mas não único
Apesar da singularidade do episódio, não se trata de uma situação inédita. Segundo o El País, em 2022, um homem de 88 anos deu entrada num hospital em Toulon com um projétil semelhante no reto. Escreve o jornal que, em 2021, no Reino Unido, foi registado outro caso com características próximas, envolvendo igualmente munições antigas e intervenção médica urgente.
















