Um voo de rotina da companhia aérea Ryanair entre duas grandes cidades europeias transformou-se numa experiência de pânico para dezenas de passageiros. O ambiente a bordo alterou-se drasticamente pouco depois da descolagem, gerando confusão e medo entre quem assistia a comportamentos inexplicáveis na cabine. A tensão escalou ao ponto de o comandante se ver forçado a alterar a rota e aterrar de emergência noutro país.
O incidente ocorreu num voo da Ryanair que fazia a ligação entre Milão e Londres em Setembro de 2025, mas que acabou por ser desviado para Paris. Cerca de quinze minutos após o início da viagem, dois passageiros começaram a agir de forma errática e bizarra. Um dos homens começou a arrancar folhas do próprio passaporte e a ingeri-las à frente de todos, enquanto o outro tentava destruir o documento na casa de banho.
De acordo com a NDTV, canal de notícias indiano que recolheu testemunhos do sucedido, a situação instalou o pânico absoluto a bordo. O medo generalizou-se devido à incerteza sobre as intenções da dupla, levando uma das testemunhas a descrever o momento da descida não programada como sendo “os 15 minutos mais aterradores da minha vida”.
O caos e o anúncio da tripulação
Indica a mesma fonte que ninguém a bordo deste voo da Ryanair percebia o que estava a acontecer, apenas que o comportamento era perturbador e ameaçador, causando pânico aos restantes passageiros. O passageiro que se dirigiu à casa de banho recusou-se a abrir a porta para deitar o passaporte pela sanita, obrigando uma assistente de bordo a intervir de forma enérgica e a bater na porta.
A situação piorou quando a tripulação fez um anúncio público descrito como extremamente direto e brusco para tentar controlar a cabine. Esta comunicação, em vez de acalmar, acabou por assustar ainda mais os presentes, que temeram pela segurança da aeronave naquele momento crítico sem saberem a real gravidade da ameaça.
Desvio de rota e detenção policial
Perante a impossibilidade de manter a ordem e garantir a segurança até ao destino, o piloto decidiu desviar o aparelho para o aeroporto de Beauvais, na capital francesa. A aterragem de emergência permitiu a entrada imediata da polícia na aeronave para resolver o incidente de segurança.
Explica a referida fonte que as autoridades francesas detiveram os dois passageiros assim que o avião imobilizou na pista. Só após a remoção física dos indivíduos é que a aeronave recebeu luz verde para levantar voo novamente e completar o trajeto original até Londres Stansted.
Teorias sobre o comportamento bizarro
Após o susto, surgiram várias especulações sobre os motivos que levaram à destruição dos documentos em pleno voo. A teoria mais debatida sugere que se tratou de uma estratégia falhada para dificultar a identificação e pedir asilo ao chegar ao Reino Unido.
No entanto, esta tática é considerada ineficaz, uma vez que os dados são transmitidos eletronicamente às autoridades britânicas no momento do check-in. Outra possibilidade levantada prende-se com eventuais problemas de saúde mental, embora seja raro afetar dois passageiros em simultâneo de forma tão coordenada.
Compensação insólita no final
Apesar do desvio e do atraso subsequente, os passageiros elogiaram o profissionalismo da tripulação da Ryanair na gestão da crise. A atuação rápida dos funcionários foi considerada essencial para manter a situação sob controlo até à chegada da polícia.
Explica ainda a NDTV que, como forma de compensação pelo transtorno causado, a companhia ofereceu bebidas gratuitas na fase final do voo. O gesto serviu para tentar acalmar os ânimos dos viajantes já na aproximação ao aeroporto de Stansted.
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