O comandante nacional de emergência e proteção civil alertou para “o potencial risco de incêndio” em várias regiões do país, incluindo o Algarve, defendendo uma atenção reforçada aos territórios mais vulneráveis durante a época crítica.
Em entrevista à agência Lusa, Mário Silvestre afirmou que Portugal “estará sempre sujeito a um risco muito elevado de incêndios rurais” e identificou como zonas mais críticas o pinhal interior, o Algarve e o Norte.
O responsável explicou que, nas áreas já afetadas por fogos, a vegetação tende a regenerar “ainda com mais intensidade”, aumentando o risco de grandes incêndios se não houver gestão do território.
“Se não tivermos uma intervenção humana que faça a gestão desse território, o potencial de termos grandes incêndios aumenta significativamente”, frisou.
Mário Silvestre sublinhou que a Proteção Civil está preocupada, mas garantiu estar “a fazer tudo aquilo que está ao seu alcance” para mitigar o impacto dos incêndios. O comandante destacou ainda a importância da limpeza dos terrenos, da proteção das casas e dos aglomerados urbanos, bem como dos comportamentos da população em espaço florestal.
“O dispositivo de combate terá muito mais facilidade em desenvolver as suas ações de supressão se os aglomerados urbanos estiverem devidamente protegidos”, afirmou.
O comandante nacional lembrou que Portugal tem conseguido reduzir o número de ignições nos últimos anos, mas alertou que, nos dias de maior calor, “a utilização do fogo tem que ser reduzida, eliminada”.
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