As novas tecnologias e os riscos digitais crescentes estão a reforçar a importância de um emprego que é dos mais procurados da atualidade: o especialista em cibersegurança. Trata-se de um campo profissional que continua a expandir-se, oferecendo salários elevados mesmo a quem ainda está a iniciar carreira.
De acordo com o jornal 20 Minutos, este setor é cada vez mais acessível a candidatos com formação básica e sem experiência profissional, sendo várias as oportunidades pensadas para quem está a começar.
Entrada facilitada para quem quer começar do zero
Entre as funções de entrada destacam-se os analistas de segurança, conhecidos por SOC Analysts, que têm como missão monitorizar sistemas informáticos para identificar ameaças e responder a potenciais incidentes. Esta é uma das posições mais recomendadas para principiantes.
Segundo a mesma fonte, outra opção é a de auditor de segurança, que se dedica à análise de redes e sistemas à procura de vulnerabilidades.
Neste caso, é útil ter noções de protocolos de rede e sistemas operativos, mas não é exigida experiência profissional prévia.
Funções técnicas e de conformidade
Outros cargos com baixos requisitos de entrada incluem os especialistas em conformidade regulamentar (GRC), que lidam com normas e certificações, e os especialistas em segurança na nuvem, com foco em plataformas como AWS e Azure.
Estes perfis estão cada vez mais presentes no mercado, sobretudo porque o armazenamento e tratamento de dados na nuvem se tornaram centrais para muitas empresas, conforme refere a mesma fonte.
Certificações podem substituir a experiência
Para ingressar neste universo, é possível recorrer a certificações técnicas. A CompTIA Security+ é uma das mais indicadas para quem pretende obter conhecimentos básicos.
Outras opções passam pela AWS Certified Security, vocacionada para ambientes na nuvem, e pela CEH (Certified Ethical Hacker), centrada em segurança ofensiva.
Escreve o jornal que muitos profissionais também optam por frequentar bootcamps, formações intensivas que fornecem competências práticas em poucos meses. Plataformas com simulações e laboratórios virtuais são igualmente recomendadas.
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Salários altos mesmo em início de carreira
Os rendimentos neste setor são significativos, mesmo para cargos considerados júnior. Um analista de segurança pode auferir entre 54.000 e 72.800 euros anuais, enquanto um especialista GRC pode ganhar entre 61.800 e 84.000 euros. Já os especialistas em nuvem começam nos 68.000 euros e podem ultrapassar os 88.000 por ano.
Segundo a mesma fonte, funções intermédias, como engenheiros de segurança ou testadores de intrusão, têm salários que variam entre 115.000 e 125.000 euros. Já os arquitetos de segurança, no topo da hierarquia, podem ganhar acima dos 150.000 euros anuais.
Formação, localização e setor fazem diferença
O salário tende a aumentar com a formação académica e técnica. Ter uma licenciatura ou certificações avançadas pode representar um acréscimo de 20% no rendimento.
Além disso, conforme a mesma fonte, a localização geográfica e o setor de actividade também influenciam a remuneração. Regiões com maior custo de vida e sectores como o financeiro ou a saúde pagam, em regra, acima da média.
Crescimento contínuo até 2032
Segundo o 20 Minutos, a procura por especialistas em segurança cibernética deverá crescer 32% até 2032.
Esta tendência torna esta profissão numa aposta sólida para quem procura estabilidade, bons salários e oportunidades de progressão, mesmo sem ter começado por uma via tradicional.
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