Uma operação europeia recente revelou que muitos produtos vendidos em lojas online fora da União Europeia (UE) não cumprem os padrões de segurança exigidos. Cosméticos, equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares foram alvo de análises detalhadas, mostrando falhas frequentes que podem colocar os consumidores em risco.
Controlo europeu em larga escala
Entre outubro e dezembro de 2025, mais de 11.300 produtos comprados online e enviados diretamente a consumidores europeus foram testados.
A ação envolveu autoridades aduaneiras, entidades de vigilância do mercado e organismos de segurança alimentar de 27 Estados-Membros.
Em Portugal, o Infarmed participou na operação, segundo o site da SIC. A iniciativa foi coordenada pela Comissão Europeia, que supervisionou todos os procedimentos e análises.
Cosméticos em destaque
Cerca de 6.000 dos produtos analisados eram cosméticos, incluindo cremes, maquilhagem, pastas dentífricas e produtos para cabelo e unhas.
Segundo o site da SIC, 65% destes produtos não cumpriam os requisitos da UE. Entre as falhas mais comuns estavam rotulagem incorreta ou inexistente, ausência de documentação obrigatória e até a presença de ingredientes proibidos.
A Comissão Europeia revelou que a maioria dos produtos não conformes tinha origem fora da UE, sobretudo na China, nos Estados Unidos e no Reino Unido.
O Infarmed sublinha que o crescimento acelerado do comércio eletrónico tem aumentado significativamente o número de encomendas que entram no mercado europeu, reforçando a necessidade destes controlos.
Equipamentos de proteção e suplementos alimentares também sob vigilância
Não só os cosméticos apresentaram incumprimentos. Equipamentos de proteção individual e suplementos alimentares também revelaram falhas relevantes, segundo a mesma fonte.
Estes produtos podem representar riscos diretos para a saúde dos consumidores e, ao mesmo tempo, criar desigualdade para empresas que cumprem integralmente as normas europeias.
Vigilância contínua para proteger os consumidores
A operação evidencia a importância da cooperação entre Estados-Membros. Os controlos são essenciais para garantir que apenas produtos seguros circulam no mercado único europeu.
O Infarmed assegura que continuará a participar em ações de vigilância e a monitorizar o mercado nacional, segundo a mesma fonte, garantindo que produtos adquiridos fora da UE não representem riscos inesperados para os consumidores.
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