Com um preço mediano de 420 euros por mês, os quartos para arrendar em Faro encareceram 5% num ano, apesar de a procura ter recuado 9% e a oferta aumentado 23% no segundo trimestre de 2026, revela uma análise do idealista.
Entre as 20 capitais de distrito e das regiões autónomas analisadas, Faro apresentou o quinto valor mais elevado, sendo apenas ultrapassada por Lisboa, Funchal, Porto e Ponta Delgada.
A evolução na capital algarvia contrasta com a tendência nacional. No conjunto do país, a procura por quartos aumentou 27% face ao mesmo trimestre de 2025, enquanto a oferta diminuiu 11%. Apesar desta pressão, os preços subiram apenas 1%.
Lisboa lidera preços e Faro surge em quinto lugar
Lisboa manteve-se como a cidade mais cara para arrendar um quarto, com um preço mediano de 550 euros por mês.
Seguiram-se o Funchal, com 500 euros, o Porto, com 450 euros, e Ponta Delgada, com 430 euros. Faro ocupou a posição seguinte, com 420 euros mensais, à frente de Setúbal, onde o valor se fixou nos 400 euros.
Évora apresentou um preço mediano de 370 euros, Aveiro e Viana do Castelo de 360 euros, Braga de 350 euros e Coimbra de 335 euros.
No extremo oposto, a Guarda e Bragança mantiveram-se como as cidades mais económicas entre as analisadas, com rendas medianas de 210 e 220 euros mensais, respetivamente.
Portalegre apresentou um valor de 240 euros, Castelo Branco de 250 euros, Viseu de 275 euros e Beja de 280 euros.
No conjunto do território nacional, o preço mediano indicado no relatório foi de 492 euros por mês.
Preços aumentaram em 13 das 20 cidades
O valor dos quartos subiu em 13 dos 20 municípios estudados.
Os maiores aumentos verificaram-se no Funchal e em Vila Real, ambos com uma subida homóloga de 14%. Beja registou um crescimento de 12%, enquanto Ponta Delgada e Santarém avançaram 8%.
Em Faro, Guarda e Porto, os preços aumentaram 5%. Já em Aveiro, Braga, Castelo Branco, Coimbra e Lisboa permaneceram estáveis.
Bragança e Portalegre foram as únicas cidades onde os valores desceram, com uma redução de 4% em ambos os casos.
Oferta aumenta em Faro, mas procura recua
Faro contrariou também a evolução nacional no equilíbrio entre oferta e procura.
Enquanto a disponibilidade de quartos diminuiu 11% no país, a oferta na capital algarvia aumentou 23%. Ao mesmo tempo, os contactos dos interessados recuaram 9%.
A procura caiu igualmente em Portalegre, com menos 19%, Castelo Branco, com menos 14%, Braga, com menos 12%, Vila Real, com menos 9%, e Setúbal, com menos 8%.
Em sentido contrário, Beja registou o maior crescimento da procura, de 160%. Seguiram-se Coimbra, com 120%, e Porto, com 104%, cidades onde os contactos mais do que duplicaram num ano.
Évora apresentou uma subida de 87%, Viseu de 66% e Bragança de 64%.
Coimbra e Porto perdem quase metade da oferta
A evolução da oferta variou significativamente entre cidades.
Ponta Delgada registou o maior crescimento, de 94%, seguida de Bragança, com 73%, e do Funchal, com 65%.
Viana do Castelo aumentou a oferta em 40%, Vila Real em 37% e Portalegre em 35%.
As maiores reduções ocorreram em Coimbra, onde o número de quartos disponíveis caiu 48%, e no Porto, com uma descida de 43%. Nos dois casos, a quebra coincidiu com uma forte subida da procura, agravando a pressão sobre o mercado.
A oferta diminuiu ainda em Évora, Lisboa e Leiria, com reduções de 10%, 8% e 4%, respetivamente.
Arrendamento de quartos ultrapassa população estudantil
A análise conclui que a procura de quartos deixou de estar associada apenas aos estudantes.
Esta solução é também utilizada por jovens nos primeiros anos de atividade profissional e por pessoas solteiras ou separadas que não conseguem suportar sozinhas o custo de arrendar uma casa.
A partilha de habitação mantém-se igualmente como uma alternativa para quem pretende sair de casa dos pais e conquistar autonomia, tendência que o relatório considera suscetível de crescer nos próximos anos.
A análise teve em conta apenas cidades com uma base de anúncios considerada estável durante o período estudado e um mínimo de 30 imóveis anunciados.
A.Pinto / HDF















