Com o calor do verão, o tema do aquecimento pode parecer distante. No entanto, é precisamente nesta altura que muitos portugueses fazem melhorias em casa, trocam eletrodomésticos ou planeiam gastos para os meses frios. E há um aparelho que merece atenção redobrada: o aquecedor elétrico.
Apesar de continuar a ser uma das soluções mais usadas para aquecer divisões no inverno, este equipamento é também um dos mais ineficientes do ponto de vista energético.
De acordo com o site El Cronista, um aquecedor elétrico médio consome entre 1500 e 2000 watts por hora, valor que pode ser o dobro do gasto por um ar condicionado com tecnologia inverter em modo aquecimento.
O triplo do consumo e nem se nota
O problema torna-se evidente quando o equipamento é usado de forma contínua.
Segundo a mesma fonte, manter um aquecedor ligado cerca de seis horas por dia pode representar um custo diário entre 1,50 euros e 2,50 euros, dependendo da tarifa contratada. Ao fim do mês, este hábito pode duplicar, ou até triplicar, a fatura da eletricidade.
Escreve o jornal que o impacto é ainda maior em casas sem isolamento térmico ou quando são usados vários equipamentos em simultâneo.
Deixar o aparelho ligado durante a noite é outro fator que agrava os consumos.
Alternativas mais económicas e eficientes
Ao contrário do que muitos pensam, os ar condicionados com tecnologia inverter são mais eficientes no modo aquecimento.
Estes equipamentos conseguem adaptar o funcionamento à temperatura da divisão, reduzindo o uso do compressor e poupando energia.
Segundo El Cronista, os ar condicionados inverter consomem entre 700 e 1200 watts por hora e permitem um aquecimento mais rápido, uniforme e com menos perdas.
A tecnologia baseia-se em bombas de calor, que transferem energia em vez de a gerar por resistência, um processo muito mais eficiente.
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Porque é que tantos continuam a usar aquecedores?
A resposta está na conveniência. Os aquecedores elétricos são baratos, fáceis de usar e não exigem instalação. Podem ser transportados entre divisões e aquecem o espaço quase de imediato.
No entanto, esta praticidade deste aparelho tem um custo elevado a médio e longo prazo.
Conforme refere a mesma fonte, o baixo preço de aquisição é rapidamente anulado pelos custos operacionais elevados, especialmente em períodos prolongados de utilização.
Verão é a melhor altura para mudar
É no verão que se pode tomar decisões mais informadas e ponderadas. Trocar o aquecedor por um sistema mais eficiente, investir em isolamento térmico ou instalar equipamentos com melhor desempenho energético são formas de preparar a casa para o inverno com tempo, e evitar surpresas desagradáveis na fatura.
Entre as alternativas viáveis estão os painéis radiantes, emissores térmicos, fogões a gás (com ventilação adequada) e sistemas de aquecimento central, sobretudo se associados a energias renováveis.
Pequenos ajustes que fazem diferença
Também os hábitos contam. Roupas térmicas, mantas e vedação de portas e janelas ajudam a manter o calor dentro de casa sem recurso a grandes consumos.
O El Cronista sublinha que, muitas vezes, o maior “ladrão” de eletricidade está onde menos se espera, e pode ser evitado com uma simples mudança de hábito ou de equipamento.
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