A ocupação ilegal de casas vazias tem vindo a crescer em Espanha, provocando preocupação crescente entre os proprietários, especialmente aqueles que possuem segundas habitações em zonas turísticas ou imóveis que permanecem desocupados durante longos períodos. Esta prática, que já afeta várias regiões do país, tem vindo a complicar-se devido aos métodos cada vez mais sofisticados usados pelos ‘okupas’ para se instalarem nos imóveis e dificultar a sua expulsão.
De acordo com dados recentes do Governo espanhol citados pelo site especializado em notícias internacionais, The Local, a demora nos processos judiciais para recuperar as propriedades e a dificuldade em agir rapidamente fazem com que muitos proprietários se sintam impotentes perante esta realidade. A estratégia dos ‘okupas’ inclui truques simples, mas eficazes, para identificar casas vazias e tornar a sua ocupação legalmente mais complexa, obrigando os donos a enfrentarem longas batalhas para recuperar os seus bens.
Como identificam as casas vazias
Os ‘okupas’ utilizam métodos simples para confirmar que uma casa está desocupada. Um truque habitual passa por aplicar cola ou plástico nas portas e janelas para verificar se alguém entrou, esperando alguns dias para observar se estas marcas permanecem intactas.
Outra técnica consiste em cortar ou desligar a água durante algum tempo e observar se há consumo, confirmando assim a ausência de moradores.
O truque da pizza e os documentos falsos
Um dos métodos mais engenhosos consiste em encomendar comida para a casa e guardar os recibos como prova de residência. Estes documentos, combinados com contratos de arrendamento falsificados, dificultam a expulsão dos invasores.
Esta tática obriga os proprietários a enfrentar processos judiciais longos e complexos para reaver o imóvel, pois a presença com documentos aparentes torna a situação legal mais complicada.
Táticas para dificultar a expulsão
Depois de entrarem no imóvel, os ‘okupas’ usam truques para impedir a ação rápida das autoridades. Um deles é colar ou soldar as fechaduras por dentro, bloqueando o acesso e evitando que a polícia ou os proprietários consigam abrir a porta.
Além disso, não hesitam em usar ferramentas para forçar portas ou janelas, tais como pés-de-cabra, berbequins e martelos. Esta força bruta serve tanto para entrar como para manter o controlo do espaço.
Outra prática comum é substituir fechaduras e danificar as existentes, o que obriga a quebras de entrada complicadas para a desocupação.
Medidas para evitar invasões
Para reduzir o risco, é essencial que os proprietários reforcem a segurança da casa, instalando câmaras de vigilância e alarmes visíveis. Estes dispositivos não só afastam potenciais invasores como também fornecem provas em caso de tentativa de ocupação.
Também é importante evitar sinais exteriores que indiquem que a casa está desocupada, como placas de venda ou anúncios online, que facilitam o trabalho dos ‘okupas’.
O papel dos vizinhos na prevenção
Vizinhos atentos podem ser decisivos na prevenção destas situações. A observação regular da casa, a comunicação rápida de atividades suspeitas e a simples presença na rua ajudam a dissuadir possíveis invasores.
Manter uma relação de confiança com a comunidade é um dos meios mais eficazes para proteger um imóvel.
Segundo o The Local, o crescimento destas ocupações e a sofisticação dos métodos usados pelos ‘okupas’ exigem cada vez mais atenção dos proprietários para evitar situações difíceis e processos demorados.
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