Há uma nova forma de burla a crescer em Portugal e as denúncias têm vindo a multiplicar-se. A PolÃcia de Segurança Pública (PSP) alertou para este novo esquema, chamado de “falsos acidentes rodoviários”, que visa sobretudo pessoas idosas e em situações de maior vulnerabilidade. Neste artigo, vamos falar-lhe de forma mais pormenorizada sobre esta burla que ocorre sobretudo em parques de estacionamento, bem como a melhor forma de se proteger.
Abordagens em parques de estacionamento
Este tipo de burla ocorre, na maioria dos casos, em parques de estacionamento de grandes superfÃcies comerciais, refere a Executive Digest. Os burlões abordam as vÃtimas enquanto estas realizam manobras de marcha-atrás e afirmam que o veÃculo embateu na sua viatura. A seguir, pedem uma compensação financeira imediata, muitas vezes recorrendo a intimidação.
Pessoas mais vulneráveis como alvo
As vÃtimas mais frequentes são cidadãos idosos, pessoas com problemas de saúde ou em situações de fragilidade económica. Estes cidadãos, perante uma abordagem agressiva e inesperada, acabam muitas vezes por ceder à pressão e entregar dinheiro aos burlões.
A abordagem pode ocorrer imediatamente após o alegado embate ou já em andamento, refere a mesma fonte. Nestes casos, os burlões seguem a vÃtima e forçam-na a parar o carro através de sinais luminosos, sonoros ou gestos, simulando preocupação com um acidente.
Falsos danos e simulações bem planeadas
Nem sempre existe contacto real entre veÃculos. Nalgumas situações, os burlões alegam um atropelamento, indicando que sofreram lesões ou que um objeto, como um telemóvel ou uns óculos, foi danificado, refere a mesma fonte. Os danos apresentados já existiam ou são simulados no momento.
Para tornar o enredo mais convincente, o burlão finge fazer um telefonema para uma oficina ou seguradora, simulando um pedido de orçamento. Depois, transmite o valor à vÃtima e pressiona para que o pagamento seja feito de imediato.
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Aumento de pagamentos por TPA portátil
Nos casos mais recentes, os burlões começaram a utilizar terminais de pagamento automático portáteis. Estes dispositivos são apresentados à vÃtima como uma forma rápida de resolver o problema, evitando o acionamento do seguro e a intervenção da polÃcia.
A PSP alerta que estes pagamentos devem ser sempre recusados, e que o uso destes dispositivos portáteis é uma das táticas mais recentes para legitimar o pedido de dinheiro no momento
Horários e locais mais comuns
As ocorrências registam-se, sobretudo, entre as 10 e as 16 horas, segundo a Executive Digest. Os burlões preferem zonas com pouco movimento e sem videovigilância, como ruas secundárias ou parques de estacionamento pouco vigiados. Estes locais permitem uma abordagem mais discreta e com menor risco de intervenção policial.
Recomendações das autoridades
A PSP reforça que, em caso de dúvida, nunca se deve pagar qualquer quantia. Recomenda-se manter a calma, não ceder à pressão e contactar de imediato a polÃcia. Caso se esteja a ser seguido por outra viatura, a PSP aconselha a não parar o veÃculo. Se for necessário parar, deve fazê-lo apenas em locais com presença de pessoas.
É importante desconfiar de qualquer abordagem em que o autor recuse contactar o seguro ou a polÃcia e insista em resolver a situação com dinheiro. Também se deve evitar acompanhar desconhecidos até caixas multibanco.
Recolher o máximo de informação
Se a situação ocorrer, é fundamental registar todos os detalhes possÃveis sobre os burlões, incluindo caracterÃsticas fÃsicas, forma de falar e vestir, bem como informações sobre a viatura utilizada e eventuais acompanhantes. Estes dados podem ser decisivos para as investigações e para a identificação dos suspeitos.
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