Em Portugal, a forma como se fazem pagamentos tem mudado rapidamente, com a ajuda da tecnologia e das novas escolhas das pessoas. Aquilo que em tempos era muito usado, hoje quase já não se vê no dia a dia dos portugueses.
Queda acentuada no uso
De acordo com o Banco de Portugal, uma das formas de pagamento mais antigas utilizadas no país registou uma utilização mínima em 2024. Segundo a mesma fonte, apenas dois em cada 1.000 pagamentos efetuados em território nacional recorreram a este meio, o que demonstra uma quebra acentuada e uma tendência clara para o seu desaparecimento.
Os cheques representam hoje uma fração quase impercetível do total de pagamentos em Portugal. Como indicou o Banco de Portugal, a sua utilização tem vindo a diminuir de forma contínua, tornando-se cada vez mais rara no dia a dia dos consumidores.
Transformações nos hábitos dos portugueses
Segundo o Banco de Portugal, “a forma como pagamos está a mudar” e os cheques deixaram de fazer parte dos métodos de pagamento mais comuns. A preferência por soluções digitais tem levado à sua substituição progressiva, tanto entre particulares como em empresas.
Os dados agora revelados pelo supervisor bancário mostram que esta mudança de comportamento se tem acentuado nos últimos anos, com os cheques a serem usados apenas em situações muito específicas.
Impacto na estrutura bancária
A utilização cada vez mais reduzida de cheques tem também implicações nos serviços bancários. De acordo com o Banco de Portugal, o processamento deste meio de pagamento envolve custos elevados, tanto ao nível da verificação como do transporte e compensação.
Este declínio tem levado as instituições financeiras a reavaliar a continuidade de alguns serviços associados aos cheques, canalizando recursos para métodos mais modernos e eficientes.
Presente marginal, futuro incerto
Embora ainda estejam legalmente disponíveis, os cheques são hoje pouco utilizados. Segundo a mesma fonte, os poucos utilizadores que ainda recorrem a este método encontram-se, na maioria, em faixas etárias mais elevadas ou em zonas com menor acesso digital.
O Banco de Portugal salienta que não existe, para já, uma previsão para a sua retirada oficial, mas tudo aponta para uma continuação do seu desuso nos próximos anos.
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Declínio global
Esta realidade não é exclusiva de Portugal. O Banco de Portugal refere que o uso de cheques também tem vindo a desaparecer em vários países europeus, como parte de uma tendência global de modernização dos sistemas de pagamento.
Em algumas regiões, como nos países nórdicos, os cheques já não são sequer aceites como forma de pagamento, confirmando a sua obsolescência à escala internacional.
Aposta na digitalização
Face a esta transformação, o Banco de Portugal tem vindo a apostar em formas de pagamento digitais mais seguras e acessíveis. A entidade tem promovido soluções como transferências imediatas e pagamentos por aplicação móvel, com o objetivo de modernizar o sistema.
Segundo a mesma fonte, estas iniciativas têm contribuído para a redução da dependência de meios tradicionais como os cheques, cuja utilização tem vindo a perder relevância.
A caminho do desaparecimento
Os números de 2024 confirmam a tendência. Com menos de 0,2% do total de pagamentos a serem realizados por cheque, este método está cada vez mais ausente do quotidiano dos portugueses. De acordo com o Banco de Portugal, tudo indica que os cheques estão efetivamente em vias de extinção em Portugal.
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