O artista José Cid foi distinguido com o Prémio Língua Mãe 2026, uma homenagem que reconhece o contributo do músico para a valorização da língua portuguesa e da música nacional. A distinção foi entregue na última quarta-feira, 15 de julho, em Lisboa, numa cerimónia da Sociedade Portuguesa de Autores, onde o artista de 84 anos aproveitou para deixar uma declaração sobre a motivação que continua a guiá-lo.
De acordo com o Correio da Manhã, a cerimónia decorreu no Auditório Maestro Frederico de Freitas, da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), reunindo autores, músicos, familiares, amigos e representantes do setor cultural para assinalar um percurso artístico que atravessa sete décadas.
Prémio para uma carreira de várias gerações
Criado pela Sociedade Portuguesa de Autores em parceria com a CMTV, o Prémio Língua Mãe distingue anualmente personalidades que se destacam pela relevância da sua obra no universo da lusofonia. Este ano, a distinção foi atribuída a José Cid, sucedendo a nomes como Tozé Brito, Fernando Tordo, Jorge Palma, Paulo de Carvalho e Sérgio Godinho.
Durante a homenagem, o presidente da SPA, José Jorge Letria, destacou o percurso do músico e o impacto da sua obra. “Este é um prémio que faz justiça a uma brilhante carreira e a tudo o que José Cid acrescentou às nossas vidas, mas é também uma homenagem a um homem que é uma verdadeira força da natureza. Um compositor musical de excelência e um comunicador nato”, afirmou.
Frase que marcou a cerimónia
Foi, no entanto, o próprio homenageado quem protagonizou um dos momentos mais marcantes da sessão. Em declarações ao Correio da Manhã, José Cid explicou aquilo que continua a motivá-lo a subir aos palcos, apesar da longa carreira.
“Eu não canto por interesse ou por dinheiro. Canto porque gosto de cantar e porque ainda posso fazê-lo aos 84 anos. Por tudo isso e pelo que este prémio representa, fico muito feliz por recebê-lo”, afirmou o músico, numa intervenção recebida com aplausos.
Reconhecimento pelo contributo para a língua portuguesa
Ao longo da cerimónia, vários intervenientes sublinharam que o trabalho de José Cid ultrapassa a dimensão exclusivamente musical, destacando também o papel que desempenhou na divulgação da língua portuguesa através das suas composições.
Entre as canções mais conhecidas do artista encontram-se temas, como “Cai Neve em Nova Iorque” e “Ontem, Hoje e Manhã”, obras que continuam a integrar o património musical português e a chegar a diferentes gerações de ouvintes.
A distinção atribuída este ano reconhece uma carreira construída ao longo de cerca de sete décadas, marcada pela composição, interpretação e autoria de dezenas de temas que permanecem populares no panorama musical português.
Leia também: Música de Django Reinhardt inspira concerto na República 14 em Olhão
















