A subida dos preços dos combustíveis está a pesar cada vez mais no orçamento dos portugueses e levou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a deixar alguns conselhos para reduzir o consumo.
De acordo com a Lusa, entre as recomendações da governante estão duas medidas simples: recorrer a boleias e reduzir a velocidade quando se conduz.
“Claro que há utilizações essenciais e que as pessoas não podem deixar de fazer”, reconheceu Maria da Graça Carvalho, esta quarta-feira, 23 de setembro, em declarações aos jornalistas, em Almada.
Ainda assim, a ministra considera importante adaptar alguns comportamentos perante a atual situação dos mercados energéticos.
“Estamos perante uma crise que não controlamos, que não sabemos quando e como vai acabar”, afirmou.
Ministra recomenda boleias e menos velocidade
Questionada sobre aquilo que os portugueses podem fazer para gastar menos combustível, Maria da Graça Carvalho apelou à “consciência” dos consumidores.
A governante apontou como exemplos “comportamentos de partilha, de boleias” e a possibilidade de “reduzir a velocidade”.
A ministra recordou ainda que este tipo de medidas não é novo. Em 2022, durante a crise energética que se seguiu à invasão russa da Ucrânia, foram divulgadas recomendações semelhantes a nível europeu.
Na altura, a Agência Internacional de Energia e a Comissão Europeia apresentaram medidas destinadas a reduzir o consumo energético, incluindo a diminuição da velocidade nas autoestradas, a partilha de automóvel e uma maior utilização dos transportes públicos.
A redução da velocidade pode efetivamente diminuir o consumo de combustível, sobretudo em autoestrada, uma vez que a resistência aerodinâmica aumenta à medida que o veículo circula mais depressa.
Combustíveis subiram 24% em Portugal
As declarações surgem numa altura de forte aumento dos preços. Dados divulgados pelo Eurostat indicam que os preços dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal aumentaram 23,8% na União Europeia em agosto, em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Em Portugal, a subida homóloga atingiu 24%, colocando o país na 12.ª posição entre os Estados-membros.
Os maiores aumentos foram registados na Bulgária, com 34,5%, e na Finlândia, com 27,6%.
Maria da Graça Carvalho defende, por isso, que as recomendações para gastar menos combustível devem ser encaradas como medidas de “bom senso” num período marcado pela incerteza nos preços da energia.















