A Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, recebe no próximo dia 29 de maio, pelas 22:00, o músico e acordeonista Gabriel Gomes para a apresentação do espetáculo “Uma História Assim”, o primeiro trabalho editado em nome próprio de uma das figuras mais reconhecidas da música portuguesa contemporânea.
Com um percurso artístico profundamente ligado ao acordeão, Gabriel Gomes construiu uma carreira marcada pela versatilidade e pela ligação a alguns dos projetos mais emblemáticos da música nacional.
Em “Uma História Assim”, o músico apresenta-se num formato intimista e praticamente a solo, conduzindo o público por “uma narrativa instrumental profundamente emocional, onde intérprete e instrumento parecem fundir-se numa só respiração”.
Produzido em parceria com Rodrigo Leão e João Eleutério, o disco tem edição prevista para o primeiro trimestre de 2026 e representa, segundo a organização, “uma espécie de regresso às origens: um reencontro íntimo com o acordeão e com o lugar onde tudo começou”.
Gabriel Gomes revisita percurso ligado aos Madredeus e Sétima Legião
Gabriel Gomes iniciou a sua carreira no final da década de 1980, integrando a Sétima Legião e sendo membro fundador dos Madredeus, participando em alguns dos trabalhos mais marcantes da música portuguesa contemporânea.
Ao longo do percurso artístico explorou também a música eletrónica em projetos como Projecto Om e Tjak, além de ter criado o grupo Os Poetas com Rodrigo Leão.
O músico mantém uma atividade regular em palco e em estúdio, tendo colaborado com artistas como Tim e Jorge Palma, mantendo sempre o acordeão como instrumento central da sua identidade musical.
Espetáculo reforça programação cultural em meio rural
A realização do concerto em Santo Estêvão é vista pela organização como um importante momento de afirmação cultural do território, demonstrando a capacidade da Casa do Povo local para acolher artistas de referência nacional.
Segundo a organização, a iniciativa evidencia a aposta numa “programação cultural de qualidade em contexto rural e de proximidade”, contribuindo para descentralizar o acesso à cultura e aproximar as comunidades da criação artística.
A Casa do Povo de Santo Estêvão considera ainda que, “num tempo em que a descentralização cultural assume crescente relevância”, eventos desta natureza ajudam a “criar encontro e reforçar o acesso à cultura fora dos grandes centros urbanos”.
A CPSE convida a população a assistir a este “espetáculo ímpar”.
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