Os fenómenos climáticos extremos têm vindo a ganhar espaço nas previsões meteorológicas e nos estudos científicos internacionais. Entre ondas de calor, secas prolongadas e episódios de chuva intensa, há um nome que volta agora a surgir com maior frequência nas análises climáticas globais: El Niño. O fenómeno poderá regressar este ano e Portugal aparece entre os territórios considerados “vulneráveis” aos seus efeitos.
De acordo com a SIC Notícias, os cientistas estão a acompanhar sinais no Oceano Pacífico que podem indicar o reaparecimento deste fenómeno climático natural, conhecido por alterar padrões meteorológicos em várias regiões do mundo. Embora a origem esteja longe da Europa, os impactos acabam por ser sentidos também no continente europeu.
Fenómeno que altera o clima à escala global
O El Niño desenvolve-se no Pacífico e está associado ao aumento da temperatura da superfície do mar naquela região. Conforme a mesma fonte, quando ganha intensidade, acaba por influenciar sistemas atmosféricos em diferentes continentes, provocando alterações significativas no clima.
Em algumas zonas do planeta, os efeitos traduzem-se em chuvas torrenciais e cheias. Noutras regiões, surgem períodos de seca mais severos, temperaturas acima do habitual e um agravamento do risco de incêndios florestais. Os impactos variam consoante a localização geográfica e a intensidade do fenómeno.
Portugal surge entre os países vulneráveis
Portugal é apontado em relatórios científicos como uma região particularmente exposta ao risco de incêndios durante episódios associados ao El Niño. Segundo a mesma fonte, os investigadores admitem que um eventual reforço deste fenómeno poderá agravar as condições típicas dos meses mais quentes.
Os cenários mais preocupantes incluem temperaturas elevadas durante o verão, redução da humidade e maior facilidade na propagação de incêndios rurais. O território português já enfrenta regularmente períodos de calor extremo durante os meses de verão, situação que pode ser amplificada em contexto de El Niño.
O que aconteceu no último “super El Niño”
Os cientistas recordam frequentemente o episódio registado entre 2015 e 2016, considerado o último “super El Niño”. Escreve a mesma fonte que, nessa altura, a temperatura da superfície do mar ultrapassou em mais de dois graus os valores normais.
Esse período ficou marcado por fenómenos meteorológicos extremos em várias partes do mundo. Houve secas prolongadas, ondas de calor intensas e alterações relevantes nos padrões de precipitação. O impacto foi sentido tanto em regiões tropicais como em países europeus.
Episódio mais recente foi menos intenso
O fenómeno voltou a verificar-se entre 2023 e 2024, embora sem atingir a classificação de “super El Niño”. Ainda assim, refere a mesma fonte, esse período coincidiu com recordes de temperatura em diversas regiões do planeta.
Apesar de menos intenso, o episódio recente voltou a colocar o fenómeno no centro das preocupações climáticas internacionais. O aumento da frequência de eventos extremos tem levado investigadores e autoridades meteorológicas a reforçar a monitorização das condições oceânicas.
Calor e incêndios no centro das preocupações
Em Portugal, o principal receio prende-se com o agravamento das condições favoráveis aos incêndios florestais. A combinação entre temperaturas elevadas, vegetação seca e vento pode aumentar a probabilidade de grandes incêndios durante o verão.
Acrescenta a publicação que os especialistas consideram o país vulnerável devido às características climáticas do sul da Europa. Nos últimos anos, Portugal registou vários episódios de calor extremo e períodos prolongados sem precipitação significativa.
Ainda não há confirmação oficial
Apesar dos alertas e das previsões em análise, os cientistas sublinham que ainda não existe confirmação definitiva sobre a intensidade do próximo El Niño. O fenómeno é natural e nem sempre segue o mesmo padrão temporal ou a mesma força.
A SIC Notícias explica que os investigadores continuam a acompanhar a evolução das temperaturas oceânicas e dos modelos atmosféricos. Só nos próximos meses será possível perceber se o fenómeno ganhará dimensão suficiente para provocar impactos globais mais severos.
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