Com a aproximação das férias de verão, multiplicam-se as viagens de carro pelas estradas portuguesas e europeias. A revisão da viatura é um passo quase obrigatório antes de partir, mas há um componente muitas vezes negligenciado: os pneus. Apesar de serem o único ponto de contacto entre o carro e o solo, muitos condutores desconhecem ou desvalorizam erros que podem comprometer não só a segurança como a durabilidade deste elemento.
Segundo a Bridgestone, fabricante internacional de pneus, há comportamentos simples que podem prolongar a vida útil dos pneus e evitar acidentes. Desde a verificação da pressão ao alinhamento das rodas, trata-se de uma questão de manutenção preventiva que, na prática, pode fazer toda a diferença.
Verificar a pressão, e não apenas de vez em quando
De acordo com a Bridgestone, a pressão dos pneus deve obedecer aos valores recomendados pelo fabricante do automóvel. Uma verificação mensal, ou antes de viagens longas, é essencial. Se a pressão estiver abaixo do recomendado, há maior risco de rebentamento, desgaste prematuro e aumento do consumo de combustível.
Já uma pressão excessiva pode reduzir a aderência ao solo, alterar o comportamento do veículo e desgastar mais rapidamente a banda de rodagem. A leitura deve ser feita sempre com os pneus frios, para garantir fiabilidade.
Desgaste: o que diz a lei e o que mostra a prática
É inevitável que os pneus se desgastem com o uso, mas há limites. A lei portuguesa obriga a que a profundidade mínima da banda de rodagem seja de 1,6 milímetros.
Ainda assim, o desgaste pode ser irregular, o que poderá indicar problemas no alinhamento, amortecedores em mau estado ou desequilíbrio nas rodas. Para segurança adicional, pneus no mesmo eixo devem apresentar características e níveis de desgaste semelhantes.
Danos visíveis e invisíveis
Buracos, passeios, objetos na estrada. O quotidiano está cheio de situações que podem provocar danos nos pneus. Perfurações, bolhas ou deformações exigem atenção imediata.
Segundo a mesma fonte, circular com pneus danificados aumenta significativamente o risco de acidente, além de poder invalidar a cobertura de algumas apólices de seguro.
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Idade avançada nem sempre é sinónimo de perigo
A idade do pneu, por si só, não determina a sua condição. Um pneu com cinco anos, mas pouco usado e bem armazenado, pode estar em melhor estado do que um mais recente, mas mal tratado.
No entanto, a Bridgestone recomenda revisões anuais a partir do quinto ano de vida e substituição por volta dos dez anos, mesmo que o desgaste não seja visível. Não existe uma data de validade fixa, como acontece com os alimentos, mas o tempo continua a ser um fator importante.
Alinhamento, equilíbrio e direção
Rodas desalinhadas provocam desgaste irregular e comprometem o controlo do veículo. O alinhamento deve ser revisto a cada 15 a 20 mil quilómetros, segundo recomendações genéricas do setor, ou sempre que se troquem pneus ou se detetem vibrações e desvios na direção. O equilíbrio da roda, por sua vez, previne trepidações e garante uma condução mais confortável e eficiente.
Rotação entre eixos: para quê e quando
A rotação entre eixos consiste na troca dos pneus dianteiros com os traseiros, de acordo com a periodicidade indicada pelo fabricante do automóvel.
Esta prática ajuda a manter o desgaste uniforme, dado que os eixos dianteiro e traseiro têm funções diferentes e sofrem pressões distintas. É uma das formas mais simples de prolongar a vida útil dos pneus e garantir segurança.
Preparar-se bem para evitar imprevistos
A revisão dos pneus antes de uma longa viagem é uma tarefa que não deve ser adiada. Além dos pontos já referidos pela Bridgestone, é aconselhável verificar o estado da roda suplente, caso exista, ou assegurar que o kit de reparação de furos está funcional. Estes pequenos detalhes podem evitar horas de espera na berma da estrada.
A segurança rodoviária começa pela base. E os pneus, enquanto base de contacto do automóvel com o asfalto, são peça central dessa equação.
Comportamentos simples, mas consistentes, ajudam a evitar custos elevados e situações de risco. Em viagem, a tranquilidade começa muitas vezes pelo que vai debaixo do carro.
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