A Direção-Geral de Tráfego de Espanha voltou a colocar no ar os helicópteros Pegasus, um sistema de vigilância radar que funciona a centenas de metros de altitude e que consegue identificar infracções a mais de um quilómetro de distância. De acordo com o Pplware, site especializado em tecnologia, estas aeronaves estiveram paradas durante várias semanas, mas regressaram agora ao patrulhamento das estradas.
A suspensão ocorreu entre 1 de setembro e 25 de outubro de 2025. Segundo a mesma publicação, o contrato de manutenção tinha expirado e, numa fase inicial, nenhuma empresa se apresentou à nova licitação, o que deixou os Pegasus temporariamente no solo. Esse impasse terminou com a assinatura de um novo acordo, avaliado em cerca de 51 milhões de euros, garantindo operação, manutenção e atualização técnica para os próximos 38 meses, com possibilidade de extensão.
O que são os helicópteros Pegasus?
Os Pegasus compõem uma das ferramentas mais discretas e tecnicamente avançadas usadas pela autoridade rodoviária espanhola. Voam a aproximadamente 300 metros de altitude e conseguem monitorizar veículos a até 1 quilómetro de distância, captando velocidade, posição via GPS e possíveis infracções. Quando um comportamento irregular é detetado, o sistema começa a gravar, guardando imagens e dados que permitem avançar para o auto de infração.
De acordo com o Pplware, estes helicópteros estão equipados com câmaras de alta resolução e sensores capazes de identificar diferentes situações, incluindo excesso de velocidade, uso de telemóvel durante a condução ou a falta de cinto de segurança. A informação é posteriormente enviada para análise, e a multa pode ser emitida de forma automática.
Ainda assim, existem limitações. As aeronaves operam com menor eficácia em condições noturnas ou com meteorologia adversa, como chuva intensa ou nevoeiro, o que dificulta a leitura de matrículas e a avaliação dos veículos.
Porque importa para quem viaja desde Portugal
Os Pegasus costumam ser posicionados sobretudo em zonas de elevado tráfego, incluindo algumas das principais ligações rodoviárias utilizadas por condutores portugueses. Quem atravessa a fronteira para conduzir em Espanha deve, por isso, ter presente que este tipo de fiscalização aérea está novamente ativo e que a deteção de infracções não depende de radares fixos ou patrulhas no terreno.
Segundo a mesma fonte, a DGT tem vindo a reforçar a combinação entre drones, radares móveis e estes helicópteros, o que amplia o espectro de controlo e reduz a margem de erro dos condutores menos atentos.
Multas e infrações mais comuns
As infrações identificadas pelos Pegasus podem resultar em coimas significativas, especialmente em casos de excesso de velocidade. A utilização do telemóvel ao volante continua a ser uma das situações mais detetadas pelo sistema, tal como a circulação sem cinto ou a distância insuficiente de segurança. A fiscalização aérea tende a ser mais eficaz nestes comportamentos, porque capta o veículo num cenário real, sem alertar previamente o condutor.
Com a reposição da operação dos helicópteros, a DGT assegura que o controlo rodoviário regressa com plena capacidade, numa altura em que o fluxo entre Portugal e Espanha tende a aumentar com as viagens de final de ano.
















