O desgaste das baterias é uma das maiores preocupações para quem compra ou conduz carros elétricos. De acordo com o portal de notícias Pplware, compreender quando a capacidade da bateria começa a cair de forma significativa é essencial para planear a utilização e a manutenção destes veículos, especialmente no mercado de usados, onde a transparência ainda é limitada.
Uma investigação conduzida pelo TÜV NORD em conjunto com a empresa tecnológica Carly analisou quase 50.000 carros elétricos e híbridos plug-in. Segundo a mesma fonte, a degradação da bateria não acontece de forma constante. Durante os primeiros 90.000 quilómetros, o desgaste é praticamente impercetível, com perda média de apenas 0,7 pontos de capacidade a cada 10.000 quilómetros percorridos.
Depois deste marco, o comportamento muda. A bateria passa a perder capacidade a um ritmo acelerado, cerca de 2,3 pontos percentuais por cada 10.000 quilómetros adicionais. Uma bateria que parecia próxima da capacidade máxima pode, em poucos anos, cair para valores significativamente inferiores, afetando a autonomia do veículo.
Diferenças entre marcas e modelos
Conforme a mesma fonte, a degradação não é igual para todos os automóveis. Alguns modelos mais antigos da Hyundai, Kia e Mercedes mantêm entre 90% e 95% da capacidade, mesmo após vários anos de uso intenso. Por outro lado, veículos mais antigos de marcas, como Renault, Volkswagen ou Citroën, apresentam valores mais baixos, entre 70% e 80%, mostrando a importância da escolha do fabricante.
O estudo acrescenta ainda que os modelos mais recentes apresentam resultados quase perfeitos, demonstrando que as melhorias tecnológicas na produção e na química das baterias têm um impacto direto na durabilidade.
Garantias versus realidade
Atualmente, o padrão de mercado estabelece que as baterias devem manter pelo menos 70% da capacidade durante oito anos ou 160.000 quilómetros. Refere a mesma fonte que, na prática, a maioria dos veículos supera estas expectativas. Isto oferece mais segurança aos compradores de carros usados, que podem confiar que a autonomia não será comprometida tão rapidamente quanto se pensava.
Segundo o mesmo portal, a estabilidade química das células mantém a autonomia estável nos primeiros 90.000 quilómetros. Apenas depois desse ponto é que a degradação se torna mais visível e pode afetar o desempenho do automóvel.
Avaliações e manutenção
Para quem pretende adquirir um carro elétrico usado, é recomendável verificar o estado de saúde da bateria, especialmente se o veículo se aproxima ou ultrapassa os 90.000 quilómetros. Acrescenta a publicação que relatórios detalhados de diagnóstico ajudam a perceber a capacidade residual real e a prever a durabilidade futura.
A escolha do modelo é também relevante. Conforme a mesma fonte, marcas que controlam melhor o envelhecimento químico das baterias apresentam menor degradação ao longo do tempo, garantindo maior fiabilidade e menor risco de substituição prematura.
Embora a degradação seja inevitável, os dados indicam que a maioria das baterias mantém capacidade suficiente para utilização diária durante vários anos. Explica o site que este facto reforça a confiança no mercado de carros elétricos usados e permite planear melhor o futuro, sem surpresas desagradáveis. Além disso, os resultados mostram que as baterias atuais superam as promessas iniciais dos fabricantes, oferecendo mais autonomia e segurança do que se esperaria apenas pelo contrato de garantia.
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