A Escola Básica 2,3 de Quarteira e a Escola Secundária Dra. Laura Ayres acolheram esta quinta-feira, 21 de maio, uma Feira Intercultural dedicada à inclusão, diversidade cultural e integração de alunos imigrantes no agrupamento escolar.
A iniciativa foi organizada pelo Projeto Fio, no âmbito do projeto comunitário da mentora pedagógica Teach For Portugal, Letícia Kuhn, em parceria com o Clube GlobAll, dinamizado pela mediadora sociolinguística Mariana Oliveira.

O evento surgiu após uma reflexão dos alunos sobre as dificuldades enfrentadas por muitos estudantes estrangeiros que chegam às escolas portuguesas durante o ano letivo, frequentemente sem conhecer ninguém, sem compreender o funcionamento escolar e, em muitos casos, sem dominar a língua portuguesa.
Segundo a organização, os alunos decidiram criar uma feira que funcionasse como “um espaço de acolhimento, convívio e criação de novas amizades”, dando as boas-vindas aos estudantes que ingressaram no agrupamento ao longo deste ano letivo, para que se sentissem “verdadeiramente em casa”.
Alunos organizaram todas as atividades da feira intercultural
Com o tema “viagem”, a iniciativa inspirou-se na experiência vivida por muitos jovens que emigraram para Portugal, convidando os participantes a refletir sobre “aquilo que trouxeram nas suas malas”, incluindo memórias, culturas, tradições, línguas e histórias pessoais.
Ao longo das últimas semanas, os alunos prepararam o evento durante os encontros semanais do projeto, distribuindo responsabilidades por diferentes áreas, como comunicação, decoração, jogos, alimentação e quiz intercultural.

Durante a manhã, mais de 40 participantes inscritos participaram em diversas atividades na Escola Básica São Pedro do Mar, dinamizadas por mais de 20 alunos do 5.º ao 8.º ano. Já durante a tarde, as atividades prosseguiram na escola secundária do agrupamento, envolvendo estudantes do 8.º, 9.º e 10.º anos, terminando com uma atuação da banda ESLA.
A organização destaca que o evento foi “pensado, organizado e dinamizado pelos alunos e para os alunos”, permitindo aos jovens assumir um papel ativo em todas as etapas da construção da iniciativa.
Mais do que uma celebração multicultural, a feira procurou valorizar o protagonismo juvenil e reforçar a importância da participação dos estudantes na construção de uma escola mais inclusiva, acolhedora e participativa.
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