Com o verão à porta, passa pela cabeça de muitos portugueses uma escapadinha de carro até Espanha. A ideia de conduzir sem paragens nas portagens é sedutora. No entanto, o acesso automático via Via Verde nem sempre é garantido, e deixar tudo por conta do dispositivo pode trazer dissabores no regresso.
Há cobertura automática?
A questão central surge quando se cruza a fronteira: será que o Via Verde que tem em Portugal funciona nas autoestradas espanholas? De acordo com o Grupo Brisa, responsável pelo sistema, só algumas “autopistas” espanholas aceitam pagamentos automáticos via Via Verde travellers.
Segundo a mesma fonte, é indispensável que o identificador seja da geração MDR, que permite compatibilidade com portagens espanholas.
Como saber se está abrangido?
A aplicação automática só é viável se circular por uma das vias conveniadas. Escreve o jornal informativo que navega entre as operadoras Acesa, Abertis e Audasa/Itineri.
Conforme a mesma fonte, a lista inclui, entre outras, a AP‑9 (Ferrol–Pontevedra–Vigo–fronteira), AP‑53 (Santiago–Orense), AP‑66 (Campomanes–Leão), C‑32 (Castelldefels–Sitges) e C‑16 (Monserrate–Barcelona). Mais adiante revelaremos os detalhes completos.
O que acontece na prática
A meio da viagem, se o identificador estiver ativo e for aceite, não é entregue qualquer ticket nas portagens. O débito é processado posteriormente em Portugal, tal como em território nacional.
Porém, se passar numa portagem não suportada pelo sistema Via Verde traveller, será emitido um talão, o que implica que o pagamento não foi automático. Nesse caso, terá de pagar no local ou depois, por outras vias.
Dicas para evitar surpresas
Para garantir que o euro serve como previsto, verifique se o identificador é um modelo MDR. Segundo a mesma fonte, apenas este dispositivo permite cobertura em Espanha.
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Acrescenta a publicação que o serviço está activo por omissão com os planos Via Verde Autoestrada e Mobilidade/Leve, exceto em veículos rent-a-car (RAC).
Se não tem a certeza sobre o débito, contacte os serviços da Brisa antes ou depois da viagem. Conforme a mesma fonte, basta fornecer a matrícula, o número do identificador e os pórticos em que passou.
Lista das autoestradas aceites
Entre as saídas abrangidas estão as vias operadas pela Audasa/Itineri (AP‑9, AP‑66, AG‑55, AG‑57 e AP‑15), pelas Abertis (AP‑6, AP‑68, AP‑51, AP‑61 e C‑32 e AP‑71) e ACEGA (AP‑53), além da C‑16 sob gestão da Autema. Escreve o jornal que esta extensão faz com que a Via Verde funcione em trajetos até à Catalunha.

Benefícios e limites
Usar Via Verde em Espanha evita filas e pagamentos manuais, conferindo comodidade. Porém, circulando por vias não compatíveis perde-se esse benefício e surgem recibos que exigem pagamento à parte.
Segundo a mesma fonte, um erro frequente é assumir automaticamente tudo como elegível e acabar por acumular custos inesperados.
Via Verde pode ser solução
Viajar para Espanha com Via Verde pode funcionar bem, mas apenas em autoestradas abrangidas pelo serviço traveller e utilizando um identificador compatível MDR, como explica a Brisa.
A falta de tickets não significa ausência de custos, apenas pagamento diferido. Confirmando estes dados antes de partir, minimizam-se incómodos e evita-se ter de pagar em duplicado.
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