A durabilidade e segurança dos pneus são questões que muitos condutores desconhecem por completo, apesar da sua importância crucial para a condução diária. A Associação Automóvel de Portugal (ACAP) decidiu esclarecer as dúvidas mais frequentes relacionadas com a validade e o tempo de vida destes componentes fundamentais para a segurança rodoviária.
Diferentemente de muitos outros produtos, os pneus não possuem uma data de validade definida. De acordo com a ACAP, se forem armazenados e conservados de forma adequada, as suas características originais mantêm-se intactas, sem que exista uma data-limite para a sua montagem no veículo.
Tempo de vida dos pneus montados
Contudo, quando os pneus estão montados, o tempo de utilização passa a ser um fator decisivo para garantir a segurança. A associação recomenda que, após 10 anos desde a data de fabrico, os pneus devem ser obrigatoriamente substituídos, independentemente do seu estado aparente.
Inspeções regulares após 5 anos
Para além disso, é aconselhável que, a partir dos 5 anos de uso, os condutores façam inspeções anuais aos pneus. Estas verificações devem ser realizadas por especialistas para confirmar que os pneus continuam em condições seguras para circular.
Como identificar a data de fabrico
Poucos condutores sabem que a data de fabrico está inscrita no flanco do pneu. Através da marcação “DOT”, é possível identificar a semana e o ano em que o pneu foi produzido. Os primeiros dois dígitos indicam a semana, e os últimos dois, o ano.
Sinais de desgaste e substituição
Apesar de a data de fabrico não definir a validade do pneu, é fundamental estar atento a sinais que alertem para a necessidade de substituição. Por exemplo, rasgões, bolhas ou deformações na borracha indicam que o pneu pode estar comprometido.
Ressequimento da borracha
O ressequimento da borracha é outro sinal importante, pois indica que o material pode estar a perder propriedades essenciais para uma condução segura. Este aspeto pode surgir mesmo antes do pneu atingir o limite legal de desgaste.
Profundidade mínima do piso
O piso do pneu é uma das principais referências para avaliar a sua segurança. A lei estipula que a profundidade mínima do piso deve ser de 1,6 milímetros para garantir uma aderência adequada à estrada.
Se o piso estiver abaixo deste valor, o pneu deve ser substituído imediatamente para evitar riscos de derrapagens, perda de controlo do veículo e acidentes, sobretudo em condições meteorológicas adversas.
Pneus: a ligação do veículo ao solo
A ACAP alerta ainda que os pneus são a única ligação do veículo ao solo, tornando essencial que estejam em perfeitas condições. A manutenção dos pneus não deve ser negligenciada pelos condutores.
Investir na troca de pneus é, por isso, uma medida indispensável para preservar a segurança de todos os ocupantes do veículo e dos restantes utilizadores da estrada.
A inspeção regular dos pneus deve incluir a análise visual e a medição do piso, além da verificação de eventuais danos provocados por impactos ou desgaste irregular.
Armazenamento correto para prolongar a vida útil
O armazenamento correto dos pneus que não estão em uso é outro fator que ajuda a prolongar a sua vida útil, devendo ser mantidos em local seco, fresco e ao abrigo da luz direta do sol.
Benefícios de manter pneus em bom estado
Manter os pneus em boas condições pode ainda contribuir para a eficiência do veículo e redução do consumo de combustível, traduzindo-se também em benefícios económicos para o condutor.
Em suma, a atenção ao estado dos pneus é uma prática essencial para garantir a segurança rodoviária e evitar situações de risco que podem ser prevenidas com cuidados simples e regulares.
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