Na estrada, detalhes aparentemente pequenos podem evitar erros graves. Dois sinais de proibição semelhantes, ambos circulares e vermelhos têm significados diferentes no Código da Estrada e o seu incumprimento pode resultar em multas pesadas.
Dois sinais, funções distintas
O C1 é o conhecido sentido proibido. Surge como um círculo vermelho com um traço branco horizontal no centro e indica que a entrada nessa via está vedada apenas nesse sentido. Ou seja, o trânsito pode ser permitido a partir do lado oposto, funcionando como aviso típico em ruas de sentido único.

Já o C2 é o trânsito proibido em ambos os sentidos. Representado por um círculo de contorno vermelho e interior totalmente branco, proíbe a circulação de veículos naquela via, independentemente da direção. Normalmente é utilizado em zonas pedonais, estradas fechadas ao tráfego ou locais com restrição total de circulação automóvel.

Diferença está no alcance
Apesar da semelhança visual, os dois sinais transmitem instruções distintas. O C1 impede apenas a entrada pela direção onde o sinal está colocado, mas não significa que a via esteja interditada a partir do outro lado. O C2, pelo contrário, estabelece uma proibição absoluta: ninguém pode circular, em qualquer direção.
Esta distinção está prevista no Regulamento de Sinalização do Trânsito e enquadrada no artigo 7.º do Código da Estrada, que obriga todos os condutores a respeitar a sinalização rodoviária. As ordens dadas por sinais verticais prevalecem sobre regras gerais de circulação.
Consequências legais
Entrar numa rua com sinal de C1 constitui contraordenação grave, uma vez que representa circulação em sentido proibido. Além da coima, pode resultar em sanções adicionais no registo do condutor. O C2, também constitui contraordenação grave, já que ignora uma interdição total de tráfego, podendo implicar coima elevada.
O artigo 145.º do Código da Estrada inclui expressamente entre as contraordenações graves a desobediência a sinais de regulamentação, categoria onde se inserem tanto o C1 como o C2.
Erros comuns entre condutores
Segundo dados publicados pela Cartrack, empresa especializada em mobilidade, entrar em sentido proibido é uma das falhas mais frequentes nos exames de condução em Portugal, a par de não parar num sinal de stop ou num semáforo vermelho.
A confusão visual entre sinais semelhantes, associada à pressão dos exames, contribui para que este tipo de infração se mantenha entre as mais registadas.
Regra prática para não errar
Uma forma simples de memorizar é associar o traço branco no C1 à ideia de barra na entrada só naquela direção. Já o C2, completamente vazio no interior, deve ser lido como via cortada em ambos os sentidos. Esta lógica ajuda a distinguir rapidamente dois sinais semelhantes, mas que na prática podem ter consequências muito diferentes se forem ignorados.
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