O estacionamento pago nas ruas de Lisboa deverá ficar mais caro pela primeira vez em cerca de 15 anos. A proposta, que será apreciada na próxima reunião da Câmara Municipal de Lisboa, prevê aumentos entre cinco e 10 cêntimos por hora nas diferentes zonas tarifadas da cidade, numa atualização que a autarquia justifica com a inflação e com os custos de funcionamento da EMEL.
De acordo com a agência de notícias Lusa, a proposta estabelece uma revisão das tarifas aplicadas nas Zonas de Estacionamento de Duração Limitada (ZEDL), tendo por base a evolução do Índice de Preços no Consumidor entre 2024 e 2025, fixada em 4,82%. Caso seja aprovada, a alteração marcará a primeira atualização dos preços desde há cerca de uma década e meia.
Quanto vão subir as tarifas
Os novos valores previstos variam consoante a zona de estacionamento. Nas zonas verdes, a tarifa passará de 0,80 para 0,85 euros por hora, enquanto nas zonas amarelas sobe de 1,20 para 1,25 euros. Já nas zonas vermelhas, o preço aumenta de 1,60 para 1,70 euros por hora. Nas zonas castanhas, onde a procura por lugares é superior à oferta disponível, a tarifa deverá passar de 2,00 para 2,10 euros por hora.
A proposta inclui igualmente uma atualização para as chamadas zonas pretas, cuja tarifa passa de 3,00 para 3,15 euros por hora. No entanto, explica a agência noticiosa, estas zonas existem apenas no regulamento e nunca chegaram a ser implementadas em qualquer área da cidade.
A organização das zonas continua a obedecer ao mesmo critério. As zonas verdes correspondem às áreas com menor pressão de estacionamento, enquanto as amarelas e vermelhas abrangem locais onde a procura é mais elevada. As zonas castanhas destinam-se aos locais onde existe um maior desequilíbrio entre a procura e a oferta de lugares.
Justificação para a subida
No documento a que a Lusa teve acesso é referido que a tarifa aplicada nas ZEDL “não é atualizada há cerca de 15 anos”, considerando-se que esta revisão “é pertinente no modelo de gestão sustentável que cumpre reforçar”.
A proposta acrescenta ainda que a atualização é importante para assegurar a sustentabilidade financeira da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, tendo em conta o aumento dos custos operacionais e da estrutura de funcionamento.
Custos e investimento pesam na decisão
Entre os fatores apontados encontram-se os encargos salariais e o investimento realizado pela empresa municipal em várias áreas da mobilidade urbana. O documento refere, por exemplo, a expansão da rede ciclável, o desenvolvimento da rede Gira, a exploração dos parques de estacionamento e a gestão da rede semafórica da cidade.
Segundo a mesma fonte, estes investimentos justificam uma atualização das tarifas, procurando acompanhar a evolução dos custos registados nos últimos anos sem recorrer a alterações mais frequentes dos preços.
Proposta deverá ser aprovada
O documento é subscrito pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa e vereador responsável pelo pelouro da Mobilidade, Gonçalo Reis, e será discutido na reunião privada do executivo municipal.
A Lusa refere que a proposta tem aprovação garantida, uma vez que o executivo liderado por Carlos Moedas dispõe de maioria absoluta na autarquia, na sequência da integração na governação de uma vereadora que se desfiliou do Chega.
Leia também: Espanha decreta alerta por vírus transmitido por mosquitos nestes concelhos junto ao Algarve
















