Abastecer o depósito é uma rotina inevitável para qualquer condutor, mas a escolha do combustível continua a gerar dúvidas. A decisão entre gasolina 95 ou gasolina 98 pode parecer simples, mas tem impacto direto tanto no bolso como no funcionamento do motor.
Muitos condutores optam de forma automática pela gasolina mais barata, sem considerar se o seu veículo está preparado para esse tipo de combustível. No entanto, a escolha pode determinar o rendimento imediato e a durabilidade a longo prazo, de acordo com o jornal espanhol El Economista.
A diferença essencial entre 95 e 98
Os números 95 e 98 dizem respeito ao índice de octanas, que mede a capacidade da gasolina resistir à explosão no interior do motor. Quanto maior é o índice, maior é a resistência e a estabilidade da combustão.
A gasolina 98 permite que os motores trabalhem com maior compressão. Essa característica faz dela a opção adequada para veículos de alto desempenho ou para motores concebidos para suportar regimes de potência mais exigentes.
O mecânico Edward de los Santos, citado pelo El Economista, explica que muitos condutores acreditam que abastecer com gasolina premium melhora sempre o rendimento. A realidade é diferente. Nem todos os automóveis beneficiam com octanas mais elevadas.
Quando a gasolina premium não compensa
Nos veículos destinados a uma utilização citadina ou em motores convencionais, o combustível de 98 octanas pode apenas representar um gasto adicional sem qualquer ganho real. Nestes casos, a gasolina 95 cumpre plenamente a sua função.
O especialista sublinha que só em motores preparados para altas rotações e maior compressão a utilização de gasolina 98 se traduz em mais eficiência. Fora desse contexto, o benefício é praticamente nulo.
O que acontece se usar a gasolina errada
Colocar gasolina 98 em carros que não necessitam desse combustível pode até ter o efeito contrário ao esperado. O desempenho pode baixar e o consumo tornar-se mais elevado.
Se acontecer o inverso e se abastecer um carro de alto desempenho com gasolina 95, o risco é maior. O combustível pode não inflamar no momento exato, provocando falhas e, com o tempo, danos no motor.
Mistura de combustíveis e segurança
Apesar desses riscos, o jornal El Economista nota que os automóveis mais modernos estão preparados para situações ocasionais em que os dois combustíveis são misturados. Nestes casos, é improvável que ocorram avarias graves.
Ainda assim, os especialistas aconselham sempre a seguir as recomendações do fabricante. No manual do automóvel encontra-se a indicação precisa sobre o tipo de gasolina que deve ser utilizado para proteger o motor e evitar gastos desnecessários.
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